Alunos da UFRJ que moram na Maré foram ao ato, assim como o professor Samuel Araújo (de amarelo) - Foto: Fernando Souza

Fernanda da Escóssia

fernanda@adufrj.org.br

Uma semana depois da morte do estudante Marcos Vinícius da Silva, baleado durante uma operação policial na Maré, estudantes e professores das escolas da comunidade participaram na última quarta-feira, 27, de um ato pedindo paz e justiça. Os colegas de Marcos fizeram cartazes e uma faixa cobriu o Ciep Operário Vicente Mariano, onde ele estudava. Na quadra, houve rap, poesia e discursos em memória de Marcos, de outros alunos baleados e da vereadora Marielle Franco, assassinada em março. O ato terminou com um abraço ao Ciep. A mãe de Marcos, Bruna da Silva, cobrou ação concreta do Estado. “O luto será luta. Sou uma mãe da Maré, mais uma que perdeu seu filho”, afirmou. Entre os participantes, estavam vários alunos da UFRJ moradores da comunidade, incluindo o grupo do Musicultura, um dos 25 projetos de extensão da universidade na Maré. Samuel Araújo, professor da Escola de Música e coordenador do projeto, disse que a UFRJ tem um papel importante em mediar anseios por mais justiça e menos violência na comunidade. Muitos estudantes, porém, cobraram maior participação da universidade na comunidade e compreensão dos professores. “É difícil fazer trabalho no meio de 12 horas de tiroteio”, diz Wagner Rodrigues, do Instituto de Física. “A UFRJ é perto, mas ainda é muito longe.”

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