Professora Sara Granemann, da UFRJ, defendeu a paridade no Andes

Redação Adufrj

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O Congresso do Andes decidiu que que próximas diretorias do sindicato deverão ter no mínimo 50% de mulheres e cria comissão para reformular eventos sindicais. A seguir, quatro dos principais pontos tratados no encontro:

METODOLOGIA
Uma comissão foi formada para discutir o formato e o funcionamento dos Congressos e do Conselho do Andes (Conad) — uma segunda instância deliberativa do sindicato, realizada no meio do ano. A comissão vai contar com representantes das várias forças políticas que atuam no sindicato nacional. “Precisamos debater fraternalmente a metodologia do Congresso. Estamos aqui há seis dias, o terceiro de plenária, e não terminamos nenhum tema”, resumiu o professor Antônio Lisboa, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

PARIDADE
Haverá ao menos seis mulheres no bloco dos 11 principais cargos, que compreendem presidência, secretaria
e tesouraria do Andes. A participação feminina será de, no mínimo, 50% nos 72 cargos distribuídos em 12 estruturas
do Andes no país. A professora Sara Granemann, da UFRJ, diz que o debate já está atrasado: “É um absurdo que
ainda tenhamos de falar disso em 2019”.

LULA LIVRE
O Andes participará de comitês em defesa da democracia, incluindo os que tenham como lema a expressão “Lula Livre”. Isso não quer dizer que o sindicato vai se empenhar pela liberdade do ex-presidente. “A prisão de Lula mostra a seletividade da Justiça, o que é uma ameça para a democracia. Daí o esforço da diretoria pela unidade”, afirmou a professora Mariana Trotta, da Faculdade de Direito da UFRJ. Alguns docentes não concordaram com a deliberação: “Avalio que é o momento de uma unidade ampla. Lula nos divide”, afirmou a professora Marinalva Oliveira, da UFRJ.

GOVERNO BOLSONARO
Os professores manifestaram-se contra reforma da Previdência, privatizações e a emenda 95. “Temos uma agenda dificílima. Não podemos nos dispersar”, disse Felipe Rosa, da Adufrj. O Andes quer construir uma Frente Nacional Unitária para impedir ou revogar os retrocessos. O encontro repudiou uma entrevista do ministro da Educação à revista Veja desqualificando o sindicato.