Silvana Sá

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Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp) mudou sua estratégia de atendimento. Representantes comerciais estão indo aos locais de trabalho para fazer novas adesões ao fundo. A ação é motivada pela baixa adesão à previdência privada do governo. Apenas 10% do total de servidores civis do Executivo se inscreveram no fundo (81 mil de 810 mil).
A novidade pegou professores da UFRJ de surpresa. O professor Gabriel Veríssimo, da Escola Politécnica, foi abordado por uma agente comercial no Fundão. “Achei positiva a iniciativa, porque tomei posse em fevereiro deste ano e ninguém havia me explicado ainda sobre a Funpresp”, afirma. “Ela veio aqui, respondeu todas as minhas perguntas, fez simulações e não me pediu nenhuma informação pessoal”, conta.
Em março, a AdUFRJ promoveu um encontro entre a assessoria jurídica e professores para esclarecer dúvidas. Um dos alertas foi os que ingressaram antes de 2013, para que avaliassem com cautela a possibilidade de migração. A orientação aos sindicalizados é que procurem o setor jurídico da AdUFRJ antes de optar pelo fundo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Funpresp, o foco de atuação dos representantes comerciais é tirar dúvidas dos novos servidores – que já são inscritos automaticamente na previdência complementar – e realizar a inscrição daqueles que migraram do regime próprio para a previdência complementar. Para estes últimos, o prazo de migração de regime foi encerrado em 29 de março, mas segue aberta a etapa de filiação à Funpresp. Os docentes, no entanto, não são obrigados a se filiarem ao fundo.
Não há prazo limite para se inscrever na Funpresp, para aqueles que desejarem. Quem ingressou a partir de 2013 já está sujeito ao teto do INSS.
Para os novos professores que, assim como Gabriel, assumiram no serviço público federal depois de novembro de 2015, a filiação é automática. Porém, no primeiro ano de contribuição ao fundo, os servidores não estão cobertos em caso de morte ou invalidez. Por isso, explicou a assessoria, é necessário – para aqueles que desejarem – pagar a “parcela adicional de risco”. “Ela calculou quanto eu precisaria pagar a mais nesse primeiro ano. Fiquei de pensar e dar uma resposta”, diz Veríssimo.
Para quem ingressou antes de 2013 e não realizou a migração de regime previdenciário, a Funpresp abriu uma modalidade diferente de contribuição. O chamado “participante ativo alternativo” não tem contrapartida da União e a aposentadoria não fica limitada ao teto do INSS. O associado precisa pagar uma alíquota que pode chegar a 8,5% ao mês sobre a diferença entre o teto do INSS e o salário efetivo. É bom lembrar que pelo regime próprio já há um desconto de 11% para a Previdência.

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