Juliana Baioco, Paulo Couto e Cláudia Lage, professores premiados

Fernanda da Escóssia

fernanda@adufrj.org.br

Da engenharia naval à pesquisa sobre petróleo, passando pela genética e por soluções para a escassez de água no planeta, professores e pesquisadores da UFRJ terminaram 2018 com prêmios nacionais e internacionais.

Em outubro, o professor Martinus Theodorus van Genuchten, do Programa de Engenharia Nuclear da Coppe/UFRJ, recebeu na ONU, em Nova York, o 8º Prêmio Internacional Príncipe Sultan Bin Abduaziz de Água. A premiação reconhece soluções pioneiras para a falta de água. Van Genutchen, vencedor na categoria “Águas Subterrâneas”, usou modelos matemáticos para identificar e prever impactos da poluição nas águas subterrâneas.

Duas professoras da UFRJ coordenaram a pesquisa sobre leucemia infantil que recebeu o Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica, na categoria “Inovação em Genética”. A pesquisa investigou mutações de DNA associadas à leucemia infantil, permitindo melhorar diagnóstico e tratamento. Da equipe fazem parte 11 pesquisadores da UFRJ, do Colégio Pedro II, do Hospital Pedro Ernesto (UERJ) e da Fiocruz.

“A leucemia é o tipo de câncer mais comum em crianças. O grupo já tem 12 anos de trabalho nesse projeto, e pretendemos continuar a investigação”, afirma a professora Cláudia Lage, do Instituto de Biofísica da UFRJ, que coordenou o projeto com a professora Elaine Sobral da Costa.

Em dezembro, mais prêmios: Alexandre Alho, Marta Tapia e Peter Kaleff, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica, receberam o Prêmio Inventor Petrobras 2018 por um sistema de movimentação de fluidos desenvolvido para a Transpetro.

Os professores Paulo Couto e Juliana Baioco, também da Escola Politécnica, receberam da Society of Petroleum Engineers — seção Brasil o prêmio de excelência nas categorias “Distinção do Ensino e Pesquisa” e “Jovem Profissional”, respectivamente.

Couto, professor de todas as turmas da graduação em Engenharia de Petróleo, criada em 2004, se disse honrado. “Gosto muito de dar aulas. É fundamental para a formação de novos profissionais”, afirmou Couto, que foi professor da agora colega Juliana Baioco, também premiada pela SPE.

Juliana recebeu o prêmio pelo trabalho de inserção de jovens profissionais na indústria e destacou sua relevância num momento em que a universidade pública brasileira passa por tantas dificuldades. “A UFRJ é uma universidade ímpar, e o prêmio reconhece essa excelência”, afirmou a professora.