Redação Adufrj

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Chapa 1 – Ventos de Maio: Juntos pela Universidade. Não vamos parar nem voltar atrás

Presidente: Eleonora Ziller Camenietzki (Faculdade de Letras)
Vice-presidente: Felipe Rosa (Instituto de Física)
2ª Vice-presidente: Christine Ruta (Instituto de Biologia)
1° Secretário: Pedro Lagerblad (Instituto de Bioquímica Médica)
2º Secretário: Marcos Dantas (Escola de Comunicação)
1º Tesoureiro: Josué Medeiros (IFCS)
2º Tesoureiro: Jackson Menezes (Nupem/Macaé)

Ao escolhermos o nome da chapa, queríamos dar uma ideia exata do que nos define. Não é tarefa simples. As campanhas eleitorais são sempre recheadas de “mais do mesmo”, de lugares-comuns e de slogans gastos e repetitivos, pois, usados à exaustão, já não expressam a sua força originária. A nossa ideia principal “juntos pela universidade” não fugiu tanto à regra, mas é ela que fala de modo sucinto daquilo que de fato nos motivou para estarmos aqui. Somos de diferentes Centros, somos de gerações distintas, vemos a universidade por diversos pontos de vista, mas o que nos move é o sentimento de urgência para a defesa desse enorme e poderoso patrimônio brasileiro que é a UFRJ.
Incluímos “Ventos de maio” em nosso nome porque nos encontramos e começamos a dar forma à chapa no dia 15 de maio. Aquela gigantesca manifestação que ocupou o centro do Rio, e tudo que a antecedeu, é a resposta há muito procurada sobre quais os caminhos que a ADUFRJ e o ANDES precisam trilhar. É preciso estarmos nas praças e ruas conversando com a população, apresentando nossa produção, expondo nosso trabalho. Precisamos caminhar junto com as sociedades científicas e acadêmicas na defesa do conhecimento e da pesquisa; na defesa da educação com professores do ensino básico e fundamental, público e privado, resguardando nossas diferenças e a autonomia de cada movimento. Assim como os diversos movimentos estudantis, dos mais diferentes níveis, e especialmente com nossos estudantes, pois são eles a porção mais importante de todo esse processo. E, como servidores públicos, ampliar e fortalecer a ação junto aos técnico-administrativos. Um único dia e conseguimos de forma unitária e inequívoca demonstrar que a Educação é algo importante demais para ser deixada nas mãos de um governo que a quer destruir.
Estivemos nas ruas também no dia 30, e depois no dia 14 de junho, e no dia 13 de agosto. Seremos incansáveis em nosso compromisso com a defesa da educação pública e gratuita, da autonomia universitária e da liberdade de cátedra. Porém, estamos convictos de que a gravidade do momento está exigindo mais de nós. Porque não mudaremos os rumos dos acontecimentos apenas repetindo fórmulas. Ao mesmo tempo, embora pareça contraditório num olhar superficial, não há muito que inventar sobre o passo principal a ser dado. O que precisamos é de uma ampla e sólida unidade de todos os professores da UFRJ. Temos a convicção de que esse é o passo primordial a ser alcançado, e em decorrência dele, encontraremos o melhor caminho a ser percorrido.
A recente eleição para a Reitoria da UFRJ não deixa dúvidas sobre isso. A condução de todo o processo garantiu a segurança jurídica e política para que a instituição pudesse fazer valer sua vontade: desde o modo como a comunidade Universitária conduziu o processo até o resultado eleitoral incontestável. Mas é também importante que seja dito, foi um processo sem que nenhum candidato ousasse romper o pacto democrático e se apresentasse ao CONSUNI. Isso foi uma conquista, uma vitória que envolveu toda a instituição, fruto de uma longa maturação. E será dessa forma que conseguiremos enfrentar os grandes e difíceis embates que teremos pela frente.

Não vamos parar, nem voltar atrás

Nas nossas primeiras caminhadas pela campanha eleitoral confirmamos o sentimento primeiro que nos uniu: o que está em jogo é algo muito maior do que qualquer proposta de governo que enfrentamos no passado. As agências de fomento, os critérios de distribuição orçamentária, a nossa carreira, a autonomia universitária, a liberdade de cátedra: o complexo sistema universitário que construímos com o esforço de várias gerações e muitos embates, está hoje sob séria ameaça. A decisão de enfrentar esses ataques precisa partir do pressuposto que precisamos alargar de modo decidido nosso raio de ação. As duas últimas gestões da ADUFRJ conseguiram ampliar seu espectro de atuação política, diversificaram as formas de ação, incluíram uma parcela importante dos professores que estavam afastados da vida sindical. As assembleias multicampi e iniciativas como a Campanha Conhecimento Sem Cortes e o Observatório do Conhecimento demonstram que podemos avançar ainda mais. E o momento da eleição para a diretoria é crucial para que confirmemos nossas escolhas.
O convite que fazemos a todos em nosso primeiro texto é o de que este seja um momento de ação crítica e participativa, em que os programas das chapas sejam examinados, os debates realizados e as divergências explicitadas. A vitalidade da vida democrática do nosso sindicato depende de nossa determinação em mantê-la. Vamos a ela!

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Confira aqui o PDF da publicação da chapa no Jornal da Adufrj