Silvana Sá

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Resistir contra o desmonte da educação e contra a retirada de direitos sociais. Esta preocupação norteará as ações dos professores da UFRJ no próximo período. Em assembleia multicampi, realizada em 8 de maio, eles decidiram paralisar suas atividades no dia 15. Na data, eles darão aulas em praça pública. A ação será realizada em conjunto com todas as centrais sindicais do país contra a Reforma da Previdência. Na atividade, os professores também vão denunciar a gravidade dos cortes impostos à educação.
A paralisação foi apoiada por 167 docentes. Apenas dois votaram contra. Cerca de 180 docentes participaram das discussões nos três campi da UFRJ: Fundão, Praia Vermelha e Macaé.
Nos dias 13 e 14, os professores farão panfletagens nas suas unidades para esclarecer os colegas sobre a importância de aderir à paralisação nacional.

AULA NA PRAÇA
A partir das 13h, os professores participam do “Universidade na Praça”, evento em conjunto com profissionais de outras instituições de ensino. O ato acontece na Praça 15 e terá aulas públicas, conversa com a população e demonstração das pesquisas realizadas nos laboratórios das universidades. A AdUFRJ convida todos os professores a participarem desta atividade. Os que desejarem poderão informar por e-mail qual pesquisa ou iniciativa gostaria de desenvolver para que a seção sindical organize a infraestrutura necessária.
“O momento é gravíssimo, precisamos que a universidade resista unida contra os ataques”, explicou Eduardo Raupp, vice-presidente da AdUFRJ que dirigiu a assembleia na Praia Vermelha.
Também ficou decidido que os docentes vão se somar à assembleia comunitária – em conjunto com técnicos e estudantes – agendada para 22 de março, no Fundão.
A avaliação sobre a necessidade de estreitar o diálogo com a sociedade marcou todo o debate dos professores. Para Josué Medeiros, das Ciências Políticas, a universidade deve estar permanentemente na rua. “Precisamos trabalhar uma dinâmica de aproximação, como um ‘café com Educação’, chamando as pessoas para conversarem sobre a importância do tema”.
Para Cristina Miranda, do Colégio de Aplicação, todas as iniciativas voltadas para sair dos muros da universidade são complementares. “Não podemos descartar nenhuma proposta que nos ajude a mobilizar os colegas e a sociedade”, pontuou.
Tatiana Roque, do Instituto de Matemática, sugeriu a atuação em duas frentes: “Temos que lidar com o desmonte imposto pelos cortes, mas também com uma guerra cultural hegemonizada pela extrema-direita”.
Luciano Coutinho, da Faculdade de Ciências Contábeis, pediu unidade. “É hora de nos unirmos. O papel desta seção sindical é organizar a luta”.
Uma comissão de mobilização foi montada para organizar as atividades dos próximos dias. Acompanhe nas nossas redes.

Resistir contra o desmonte da educação e a retirada de direitos sociais. Esta preocupação norteará as ações dos professores da UFRJ nas próximos semanas. Em assembleia multicampi, realizada em 8 de maio, eles decidiram participar da Greve Nacional da Educação en 15 de maio. Será um dia intenso de atividades. Os docentes da UFRJ darão aulas públicas sobre os males da Reforma Previdência e sobre os efeitos nocivos dos cortes na Educação. O evento será a partir das 13h, na Praça XV. Depois, às 15h, haverá um ato unificado na Candelária e passeata até a Central do Brasil. A paralisação foi apoiada por 167 docentes. Apenas dois votaram contra. Cerca de 180 professores participaram das discussões Fundão, Praia Vermelha e Macaé. Também foi decidido que nos dias 13 e 14 haverá panfletagens nas unidades para esclarecer os colegas sobre a importância de aderir à paralisação nacional.

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