Reunião da Rede Zika da UFRJ sobre cortes de verbas. Foto: AdUFRJ

Ana Paula Grabois

anapaula@adufrj.org.br

A diretoria da AdUFRJ participou nesta segunda-feira da reunião da rede de pesquisadores da Zika da UFRJ para falar sobre os cortes do MEC no orçamento da universidade. Estiveram presentes a presidente da AdUFRJ, Maria Lúcia Werneck, e as diretoras Lígia Bahia e Maria Paula Araújo. “Não são apenas os corte de recursos, mas são cortes na parte ideológica, que afeta a liberdade de cátedra. A AdUFRJ vai amanhã conversar com a Frente Parlamentar pela Valorização das universidades federais, em Brasília e montamos uma rede de 14 associações docentes, o Observatório do Conhecimento, para oferecer uma resistência eficaz”, disse Maria Lúcia.

O professor e pesquisador Amilcar Tanuri, chefe do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, disse que os cortes irão inviabilizar o pagamento de serviços de limpeza, segurança, água e luz, o que afetará não

Reunião da Rede Zika da UFRJ sobre cortes de verbas. Foto: AdUFRJ

só as atividades de pesquisa, mas também de ensino na graduação e na pós-graduação. “Temos que montar uma estratégia para botar nosso bloco na rua, principalmente nas redes sociais e envolver o pessoal mais jovem das universidades. A universidade não é um luxo, a universidade pública e gratuita é democracia. Vai sobrar o quê? As privadas não pesquisam. Aqui, na UFRJ, se pensa o Brasil e se pesquisa”, afirmou.

A diretora da AdUFRJ Lígia Bahia informou que na quarta-feira (8), será lançado um novo abaixo-assinado aberto pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) em defesa da educação e das universidades com uma proposta de obter apoios importantes com representantes da sociedade que não sejam apenas da academia. “A ideia é alcançar um público maior. A educação é um tema transversal. Não precisa ser de esquerda ou conservador para concordar que a universidade deve ser pública”, disse a diretora da associação.

O diretor da Faculdade de Medicina, Roberto Medronho, lembrou da importância para o país e para a ciência como um todo das pesquisas realizadas na UFRJ, desde a descoberta da relação entre a contaminação pelo vírus da Zika e a microcefalia – fruto de pesquisas do Laboratório Virologia Molecular – até a tecnologia para retirar petróleo da camada do pré-sal, desenvolvida pela Coppe em parceria com a Petrobras. “Lutar é o remédio para reverter essa situação. Se a gente ficar parado, deprimido, vamos perder essa luta”, disse Medronho aos cerca de 40 pesquisadores de pós-graduação e graduação da rede Zika

ADICIONAR COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

(*)

(*)