Presidente da Adufrj, Maria Lúcia Werneck, debate com ex-ministro Celso Amorim - Foto: Isabella de Oliveira

Redação Adufrj

adufrj@gmail.com

(Última atualização em: 02/03/2018)

Professores, estudantes, servidores e intelectuais das áreas do direito e da segurança pública participaram de um debate sobre a intervenção federal organizado pelo Sindicato dos Técnicos da UFRJ na última quarta-feira, no auditório do CT.

Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores nos governos Lula e Dilma e cotado para disputar o governo do Rio pelo PT, questionou: “Intervenções ocorrem a pretexto da situação humanitária. No Rio, houve uma narrativa sobre um suposto aumento da violência, mas que não é real e não justifica esse instrumento”. Segundo Amorim, a medida atinge a Constituição. “Será um ataque direto às comunidades, às favelas, e cria para a política internacional não uma luta, mas sim uma guerra de classes na qual as populações mais pobres são tratadas como inimigas”, finalizou.

Para Nilo Batista, professor de Direito Penal, a intervenção resulta da crise de legitimidade do governo e do uso político da mídia. “Não gosto da palavra segurança pública porque em nome dela cria-se é a barbaridade. O que tem de ser garantido são direitos”.

A presidente da Adufrj, Maria Lúcia Werneck, destacou a relevância de discutir a intervenção. “Somos contra em princípio, porque a segurança pública não vai se resolver pela via militar”, afirmou. Maria Lúcia lembrou ações que a diretoria da Adufrj irá realizar nesta semana sobre a mesma temática, como a colocação de uma faixa em frente ao Canecão, em Botafogo.

Neuza Luzia, coordenadora geral do Sintufrj, afirmou que os sindicatos devem colaborar para a luta em defesa da democracia, para além da luta corporativa. “A universidade precisa se envolver criticamente com o que ocorre no país”, disse.

MANIFESTO CONTRA INTERVENÇÃO

A diretoria da Adufrj participou na noite de quinta-feira, 1 de março, dia do aniversário de 453 anos do Rio de Janeiro, de reunião para criação de um manifesto e atividades contra a intervenção militar no Rio. Diversas entidades, entre elas o Andes, preparam o documento e a programação. O encontro ocorreu no Sindjustiça-RJ.

ADICIONAR COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

(*)

(*)