Julia Noia

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A explosão do pensamento, da arte e da ciência que marcou o Renascimento, movimento cultural nascido na Itália, também representou a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna.
Um dos maiores nomes da época renascentista foi Leonardo Da Vinci, artista conhecido por quadros emblemáticos como Mona Lisa. Muito mais que um pintor, Da Vinci teve os 500 anos de sua morte lembrados em 2 de maio. Seu legado foi lembrado também pela Coppe.
Os professores Agamenon Oliveira (Escola Politécnica) e Maíra Fróes (Núcleo de Computação Eletrônica) falaram da importância de Da Vinci para a ciência.
De acordo com Oliveira, Da Vinci antecedeu conceituações importantes nas ciências mecânicas, como a resistência dos materiais e a hidrostática (o estudo dos fluidos em repouso).
Como inventor e engenheiro, revolucionou outra grande área: a esquematização de máquinas à frente de seu tempo, como o “parafuso aéreo”, um precursor do helicóptero desenhado em 1493, e a “máquina de voar”, uma espécie de aeroplano, criada em 1485.

O pensamento de Da Vinci, apesar das limitações técnicas da época, influenciou a elaboração do método científico, no século XVII, quase duzentos anos depois de sua morte.
“Da Vinci foi uma espécie de antena da contemporaneidade na ciência, antecipando e produzindo antes mesmo da revolução científica”, reforçou. “Mesmo depois de 500 anos de morte, ainda é uma figura atual.”
A professora Maíra Fróes apresentou as reflexões sobre conceituação de corpo e relevância da anatomia humana de Da Vinci. Em sua gama de ensaios, desenhos e arquiteturas humanas, ele propõe uma composição que interpreta o corpo e a mente como uma uma “dupla indissociável”. “É preciso resgatar a consciência desse corpo no fazer científico”, enfatiza.
Suas comparações corpóreas permitiram um estudo mais aprofundado e avançado para a época. O corpo e a anatomia de Da Vinci são essenciais para uma formalização lógica, narrativa e dos processos de criação aplicados na ciência, de acordo com a professora. “O corpo da ciência revelado por Da Vinci jamais será esquecido”, afirmou Maíra Fróes.

 

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