Sensor instalado no chão: dados vão subsidiar possíveis mudanças no trânsito e esquema de segurança - Foto: Kelvin Melo

(Última atualização em: 08/06/2018)

Kelvin Melo e Elisa Monteiro

Todos os veículos que entram na Cidade Universitária estão sendo contados, 24 horas por dia, desde segunda-feira, dia 4. A instalação de contadores de tráfego nos acessos do campus resulta de reunião entre a CET-Rio e a Prefeitura Universitária depois dos episódios de violência no campus, com sequestros-relâmpagos e assaltos.

A contagem, detalhada por horário, deve durar um mês. A partir dos dados, serão estudadas mudanças no trânsito. “O material será analisado pela UFRJ e pela CET-Rio para ver o que vale a pena fazer”, afirma o prefeito universitário, Paulo Mário Ripper.

Parte da comunidade acadêmica cobra o fechamento de algumas saídas do Fundão, no período da manhã, para diminuir o fluxo de carros na Cidade Universitária e melhorar a segurança. Estima-se que 100 mil veículos transitam pela ilha diariamente, mas só 20 mil são de trabalhadores e estudantes da UFRJ ou das empresas do campus.

A universidade negocia com a Secretaria de Ordem Pública a presença de guardas municipais no campus, que reforçariam o patrulhamento ao lado dos policiais do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Pelo Proeis, PMs de folga são pagos para cuidar de uma área. Na Cidade Universitária, o custo será de responsabilidade da Petrobras, que mantém um centro de pesquisas no campus.

A convite do tenente-coronel Marcelo Menezes, comandante do 17º Batalhão (Ilha do Governador), a Adufrj irá às reuniões do Conselho Comunitário de Segurança do bairro. Maria Lúcia Werneck, presidente da entidade, foi à atividade do dia 7: “É uma reunião cheia e representativa. Precisamos nos integrar mais à comunidade. Apostamos na regularidade dessa parceria”. A Prefeitura da UFRJ enviou representantes.

Menezes reafirmou a disposição de estreitar laços com a universidade. A segurança na Cidade Universitária foi abordada pelos moradores. “A situação nos afetou. Muita gente se trata no hospital da universidade”, justificou Odaléia Benedito. “Os alunos são o futuro. O apoio é importante”, completou.

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