Redação Adufrj

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Chapa 2 – Adufrj em Movimento e pela Base

Presidente: Alessandra Nicodemos (Faculdade de Educação)
Vice-presidente: Selene Alves Maia (Instituto de Matemática)
2º Vice-presidente: Marcelo Paula de Melo (Educação Física)
1ª Secretária: Marinalva Oliveira (Faculdade de Educação)
2º Secretário: Filipe Boechat (Instituto de Psicologia)
1º Tesoureiro: Wilson Vieira (Instituto de Economia)
2ª Tesoureira: Regina Pugliese (CAp-aposentada)

Pelo financiamento público da pesquisa

Em defesa do CNPq e da Capes e da soberania tecnológica brasileira

Os cortes nos orçamentos do MEC e do MCTIC afetaram de forma drástica as universidades e as agências de fomento à pesquisa e à pós-graduação. O CNPq suspendeu editais em que o pagamento de bolsas era previsto e, ao todo, a Capes já cortou quase 12 mil bolsas neste ano. No ano que vem, segundo a proposta encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional, os orçamentos da Capes e CNPq serão, respectivamente, 50% e 87% inferiores aos de 2019. Para agravar a situação, o governo já anunciou a disposição de suspensão de concursos para reposição das aposentadorias em 2020.
Desconsidera-se o fato de que as Universidades e o sistema de pós-graduação brasileiros são cruciais na formação de pessoal qualificado e nas pesquisas essenciais ao país, constituindo-se como um importante fator para a conquista de soberania tecnológica e ruptura com o modelo exportador de commodities e de produtos de baixo valor agregado.

Um longo processo de asfixia orçamentária
A UFRJ vem sofrendo um longo período de asfixia orçamentária, comprometendo as pesquisas em andamento e o futuro das próximas gerações de pesquisadores. Mesmo no período em que houve aumento dos recursos nas universidades públicas (2003-2014), este não foi suficiente para as demandas estruturais (novos prédios, laboratórios, bibliotecas, etc.) criadas pela expansão do Reuni, que incorporou só na UFRJ 20 mil estudantes. Uma conta que não fecha sem relegar a um papel secundário o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A crise econômica, o “teto de gastos” e os cortes de Bolsonaro
As políticas anticíclicas adotadas, ao não enfrentarem os determinantes da crise de 2008, não interromperam a crise econômica que assumiu configuração de crise política e resultou no afastamento extraconstitucional de Dilma Rousseff. Em resposta a estas crises, Temer viabilizou uma regressiva e brutal reforma trabalhista e aprovou a EC 95, aprofundando a contrarreforma do Estado e agravando o desemprego, superior a 13 milhões de pessoas, às quais somam-se 39 milhões de trabalhadores desprovidos de direitos trabalhistas e previdenciários. A ortodoxia liberal insiste no aprofundamento de políticas de austeridade, empurrando ainda mais para os trabalhadores os custos sociais de uma economia em recessão.

A EC 95 reduz, ano a ano, as despesas primárias por 20 anos a uma taxa anual de 0,5% a 0,8% do PIB e explica o Future-se e o desmonte da Capes, do CNPq e da Finep

Toda a área da ciência, tecnologia e inovação está inviabilizada pela emenda e pelas decisões do núcleo econômico, contemplando os fundamentalistas em suas cruzadas contra a liberdade de cátedra e de pensamento. Além de recusar a presença dos cientistas nos espaços estatais, Bolsonaro, loquaz em declarações machistas, racistas, homofóbicas e antiambientais, subordina o país ainda mais aos grandes grupos econômicos (setor financeiro em geral, mineradoras e agronegócio) e está deliberadamente desmontando todo o nosso aparato de fomento à pesquisa. Sua subserviência a Trump contribui para um inédito isolamento do Brasil, comprometendo a soberania nacional e a frágil democracia brasileira. A tendência é que logo sejamos obrigados a desativar, por falta de recursos, as atividades de ensino-pesquisa-extensão na UFRJ e em todo o país.

AdUFRJ em Movimento pela Base
Diante das dificuldades que nos desanimam, dos ininterruptos ataques à universidade e da perda de direitos, é necessário voltar a acreditar na força coletiva de mobilização – as manifestações em defesa da educação neste ano, em especial o “UFRJ na Praça”, ao qual contribuímos energicamente para sua organização, demonstram que é possível.

Organizar, debater, lutar! Não há alternativa! A única forma de resistir a este desmonte das áreas sociais no país e das universidades é nossa presença altiva nos espaços públicos, organizando dialogicamente a Categoria, sempre em conjunto com os estudantes e técnicos, não apenas da UFRJ, mas também nas demais instituições de ciência e tecnologia: em movimento e pela base.

A AdUFRJ-SSind tem papel fundamental nesta retomada de consciência, agindo nos locais de trabalho, nas unidades, por meio do Conselho de Representantes, levantando pautas de reivindicações locais e articulando, em conjunto com estudantes, técnicos-administrativos e demais entidades e movimentos sociais do país, a resistência em defesa dos direitos sociais e da universidade pública, gratuita e socialmente referenciada.

Veja aqui a proposta divulgada no Jornal da AdUFRJ desta semana

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