Redação Adufrj

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Chapa 1 – Ventos de Maio: Juntos pela Universidade. Não vamos parar nem voltar atrás

Presidente: Eleonora Ziller Camenietzki (Faculdade de Letras)
Vice-presidente: Felipe Rosa (Instituto de Física)
2ª Vice-presidente: Christine Ruta (Instituto de Biologia)
1° Secretário: Pedro Lagerblad (Instituto de Bioquímica Médica)
2º Secretário: Marcos Dantas (Escola de Comunicação)
1º Tesoureiro: Josué Medeiros (IFCS)
2º Tesoureiro: Jackson Menezes (Nupem/Macaé)

Professores juntos pela universidade

Juntos pela UFRJ. Juntos pela democracia. Juntos por nosso futuro! A AdUFRJ é o principal
instrumento para organizar a energia dos professores e potencializar nossa força

Agosto foi de profundo ataque do governo Bolsonaro contra a pesquisa e as universidades. Metade das nomeações de reitores desrespeitou a vontade da comunidade acadêmica e o orçamento anunciado para 2020 retira 50% dos recursos do MEC para a pesquisa. Em setembro, o governo aprofundou o pacote de maldades com o corte de mais 5.613 bolsas de mestrado e de doutorado da Capes. Vitórias parciais garantiram o pagamento das bolsas do CNPq para o próximo mês, mas ainda faltam R$ 250 milhões para fechar o ano. Para seguir de portas abertas, a reitoria da UFRJ anunciou uma série de restrições para garantir as atividades essenciais.

Todo este quadro extremo mostra que estamos diante de um tipo novo de ataque, no qual o governo não apenas corta verbas da universidade e da pesquisa, mas avança contra os pilares mais básicos da educação e da democracia, em uma dinâmica autoritária que ameaça a própria existência dos direitos e da nossa existência e na qual nós, professores, somos considerados inimigos da nação. O Future-se, projeto deste governo para aniquilar a universidade, representa essa dinâmica e, não por acaso, vem sendo rejeitado na maioria das Ifes do país. Vale destacar que a UFRJ saiu na frente com uma rápida mobilização unitária e institucional contra este projeto.
Nesta campanha, em nossas visitas às unidades e caminhadas por todos os centros, percebemos a comunidade docente muito mobilizada em defender nossa universidade. Professoras e professores das mais diferentes áreas vêm dando tudo de si para manter os laboratórios abertos, garantir a continuidade das pesquisas e dos projetos de extensão e para seguir fazendo da sala de aula um lugar de reflexão crítica sobre o mundo e de renovação das esperanças coletivas.
É com base nessa energia presente em nossa universidade que construímos nossa chapa e que faremos a gestão da AdUFRJ nos próximos dois anos. Conversando com nossos colegas, escutando suas demandas e diagnósticos, é possível perceber que estamos ainda sem clareza de qual rumo seguir, mas também é inegável que há uma disposição geral em sair das nossas áreas de conforto para travar uma batalha das mais importantes para o país.

A AdUFRJ é nosso principal instrumento para organizar essa energia. É nosso ponto de apoio fundamental, instituição capaz de articular e potencializar nossa força. Para isso, o passado é lição para se meditar, não para reproduzir (para lembrar Mário de Andrade). Nenhum caminho pode ser descartado, mas aqueles que, no passado, garantiram vitórias e nos trouxeram algum ganho, há muito já demonstraram seus limites. Precisamos sim de uma luta sindical coletiva e intransigente na defesa da universidade pública e de seus princípios, mas não podemos caminhar sozinhos, por mais decididos e combativos que sejam nossos discursos. Precisamos seguir na reorganização dos nossos instrumentos, tais como as Assembleias, os Conselhos de Representantes, o jornal da entidade, o Andes-SN; precisamos construir novos mecanismos, como comunicação em rede, campanhas temáticas em parceria com a SBPC e demais entidades científicas e, ainda, o Observatório do Conhecimento. Precisamos renovar nossas parcerias com estudantes e servidores, movimentos sociais em geral, com a sociedade civil em seu sentido mais amplo e frentes parlamentares em defesa da educação e da ciência. Precisamos nos articular entre nós, com muita unidade na diversidade, e ampliar essa conexão para as escolas públicas e privadas, para as demais Ifes. Há um amplo e poderoso leque de possibilidades e o dia 15 de maio já demonstrou ser possível deter a máquina destrutiva que o governo pôs em movimento.

Nos dias 11 e 12 de setembro, escreveremos uma página importante dessa história ao escolher a nova diretoria da AdUFRJ. Nenhum de nós poderá ficar alheio ao que está se apresentando. A Chapa 1 entende que só com uma poderosa unidade de todos os segmentos, radicalmente comprometida com a defesa da universidade, a AdUFRJ será capaz de encontrar o melhor caminho a seguir.
O que faz um sindicato forte é a sua capacidade de ser a expressão e a força de toda a categoria, o que fará a nossa luta vitoriosa é a possibilidade de envolvermos verdadeiramente todos os docentes. Não temos mais tempo nem condições de nos perdermos em polêmicas secundárias e retóricas. Não podemos nos dar ao luxo de selecionar quem pode estar conosco: vamos precisar de todo mundo, vamos ter que tomar nossas decisões de forma democrática, transparente e participativa. Não há outro caminho.

Veja aqui a proposta divulgada no Jornal da AdUFRJ desta semana

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