Kelvin Melo

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A tragédia do rompimento de mais uma barragem em Minas Gerais repercutiu no 38 Congresso do Andes. Ao final do primeiro dia do evento, na segunda (28 de janeiro), os professores reunidos em Belém (PA) aprovaram um manifesto de solidariedade aos atingidos e de repúdio a mais um crime ambiental.

Confira o texto:

 

“Os crimes ambientais seguem em curso. Brumadinho não chora apenas suas vítimas locais, chora também as conseqüências do processo predatório que o capital segue impondo. As marcas desse processo  não estão limitadas ao campo da mineração, mas também à indústria de energia – petróleo e elétricas -, com seus desertos verdes, que temperam a mesa da população com um sem número de venenos.
Os governos, federal, estaduais e municipais, têm se apresentado como cúmplices diretos dos vícios que seguem devastando territórios, e atacando, objetiva e subjetivamente, as vidas de grande parte da população.
Choram Barbacena – Rio Iaporanga/ Mariana/Bento Rodrigues – Rio Doce; Rio Grande; Aquífero Guarani; Amazônia; os povos originários, quilombolas, ribeirinhos e os(as) trabalhadores(as).
Repudiamos a violência sofrida por todos(as) atingidos(as), a impunidade e o conluio criminoso entre autoridades e empresas de mineração. E, manifestamos toda nossa irrestrita e ampla solidariedade aos atingidos por mais um atentado da espoliação financeira contra a vida.
Até quando?! Basta!”