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Kelvin Melo

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Polícia atuando sem mandado no campus, justiça suspendendo debate, violência física contra integrantes da comunidade acadêmica, retirada de faixas, recolhimento de material por agentes federais e pichações agressivas. Em coletiva à imprensa nesta sexta-feira (26), representantes de entidades sindicais da educação e do movimento estudantil denunciaram aproximadamente 40 ações arbitrárias em diferentes universidades públicas do país nos últimos dias.

“É fundamental dar visibilidade a esses ataques às universidades e às pessoas da comunidade acadêmica”, afirmou Eblin Farage, secretária-geral do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes). “Estamos sendo acusados de fazer campanha por pregar bandeira antifascista. Ora, o antifascismo deveria ser o princípio de um Estado Democrático de Direito. Pelo menos é isso que está na Constituição. Não é a nós que devem perseguir”, completou.

Para Magda Furtado, representante do Sinasefe, sindicato dos servidores da educação básica, profissional e tecnológica, “só é possível pensamento crítico sem que as liberdades democráticas estejam ameaçadas”. Valdenise Ribeiro, coordenadora da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil, reforçou as críticas: “Isso ocorreu no país todo. Nosso entendimento é que são ações arbitrárias, pois são materiais em defesa da democracia e contra o fascismo”.

Os ataques às universidades representam afronta à Constituição, na avaliação de Giovanna Almeida, da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet).: “De forma recorrente, a Constituição Federal está sendo deixada de lado”. Rafael Souza, da Associação Nacional dos Pós-graduandos e doutorando do Museu Nacional (ANPG), destacou: “O fantasma do fascismo bate à nossa porta. Os eventos que aconteceram nas universidades são orquestrados para impor uma determinada ideologia”.

Documento conjunto
Andes-SN, Fasubra, Sinasefe, UNE, Fenet e ANPG também divulgaram uma carta aberta à sociedade brasileira e à comunidade acadêmica para denunciar os ataques contra a Universidade Pública Brasileira.

 

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