Ildeu de Castro Moreira, - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Elisa Monteiro

elisamonteiro@adufrj.org.br

(Última atualização em: 28/10/2017)

As pesquisas brasileiras estão com um orçamento três vezes menor que há quatro anos. E as perspectivas para 2018 são ainda piores. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e professor da Física da UFRJ, Ildeu de Castro Moreira. “Esse ano, ciência e tecnologia estão, na prática, com algo como R$ 3 bilhões. Para uma comparação, em 2013, nosso orçamento era de R$ 9 bilhões. Ou seja, três vezes mais”, resume o professor.

Para 2018, o cenário é ainda mais preocupante. A previsão é de R$ 2,7 bilhões, valor inferior até mesmo ao teto de gastos públicos. Entre os programas mais afetados pelos cortes, Ildeu destaca os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. “Os editais de pesquisa são fundamentais. O de 2016 ainda não foi pago em grande parte. Em 2017, não houve. E o financiamento para 2018 está fortemente ameaçado”, lamenta.

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