Foto: Fernando Souza

Silvana Sá

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Oscar Rosa Mattos, candidato a reitor pela Chapa 40, “Unidade e Diversidade”, anunciou mudanças na equipe da reitoria, caso seja eleito: a professora Débora Foguel, do Instituto de Bioquímica Médica, ocupará a Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa – ela já ocupou o cargo na gestão de Carlos Levi (2011-2015). Apoiado pela atual gestão da universidade, ele informou que também substituirá o comando das pró-reitorias de Graduação e Extensão. O servidor Luiz Felipe Cavalcanti será mantido no cargo de pró-reitor de Políticas Estudantis. O professor também afirmou que manterá técnico-administrativos à frente da PR-3 (Finanças), PR-4 (Pessoal) e PR-6 (Gestão e Governança), mas não deu nomes.

Os anúncios foram feitos durante encontro na Coppe, dia 28. Os professores Oscar Rosa Mattos e Maria Fernanda Quintela fecharam o ciclo de apresentações realizadas pelas três candidaturas, separadamente.

Os principais desafios para qualquer das chapas que vencer a disputa, em sua visão, dizem respeito à Emenda Constitucional 95 (do teto de gastos), à Reforma da Previdência, e uma ameaça de ‘lava jato’ da educação. “Não há política de gestão que dê conta de resolver o caos que será a aposentadoria de três mil pessoas. Este é o quantitativo que já está em condições de se aposentar na universidade. Precisamos estar unidos para sobreviver a este momento”, disse.

O docente assumiu o compromisso de buscar resgatar um patamar orçamentário “compatível” com as necessidades da UFRJ. “Hoje, nosso orçamento remonta ao de 2011, mas hoje somos muito maiores que em 2011. Os custos também são maiores”. A chapa defendeu a necessidade de “inovar” na captação de recursos próprios, reforçar a atuação junto ao Congresso para a captação de emendas parlamentares e dar continuidade à parceria com o BNDES.

A política de assistência estudantil da atual reitoria será mantida, segundo os candidatos. Eles se comprometeram a não estipular políticas sem ouvir os estudantes. “Em caso de ‘cobertor curto’ não tomaremos nenhuma decisão de cima para baixo. Buscaremos o diálogo e consenso”, afirmou o reitorável.

Maria Fernanda Quintela criticou a política de Extensão tocada pela atual gestão. Para ela, são necessárias mudanças. “Acreditamos que a discussão precisa vir das Unidades e Centros, porque somos muito diversos. Extensão para a Coppe é diferente do que é Extensão para o programa do CCS que trata a hanseníase na Baixada Fluminense”, comparou a candidata.

Outro ponto destacado a respeito do tema é a creditação dos projetos de Extensão para a graduação. “As informações precisam estar sistematizadas. Se não houver 10% de créditos de Extensão no currículo, os estudantes não recebem o diploma”, exemplificou. “Também precisamos responder e sistematizar a creditação para a progressão docente. É uma outra vertente da mesma questão”.

Encontros proveitosos

Para o diretor da Coppe, professor Edson Watanabe, o ciclo de encontros com as chapas permitiu que a comunidade acadêmica conhecesse melhor as propostas de cada candidatura. “O formato ajudou muito. Conseguimos ter uma programação em que as chapas apresentaram seus principais eixos de ação e puderam ser interpeladas pelos presentes. Sugiro que seja repetido nas próximas eleições. Considero que este seja o caminho”.

A professa Angela Uller, da Coppe, também elogiou a elaboração dos debates. “O formato é muito bom. Pena que não foi replicado em outras unidades”. Para ela, a ação deveria permanecer após as eleições. “Os reitores precisam ouvir a voz de sua comunidade em encontros periódicos, não apenas por mediação de representantes nos conselhos”. Sobre a apresentação da chapa, o que chamou sua atenção foi “o tom conciliador e o discurso de sermos um só”.