Foto: Fernando Souza

Redação Adufrj

comunica@adufrj.org.br

Silvana Sá e Elisa Monteiro

Preocupados com o destino da universidade pública no governo Bolsonaro, os professores da UFRJ se reuniram na Praia Vermelha e em Macaé para debater estratégias de mobilização da comunidade acadêmica. O encontro ocorreu na tarde de quinta-feira, 22, com transmissão integrada entre os dois campi. Uma nova assembleia está marcada para o dia 5 — o local ainda não foi definido e será divulgado em breve nas redes da Adufrj.

Docentes da oposição e da situação manifestaram desconforto com a falta de participação dos colegas. Havia apenas sete professores em Macaé e 12 na Praia Vermelha. Eduardo Raupp, diretor da Adufrj que tem participado das reuniões nacionais do Andes, contou que todas as seções sindicais sofrem com a desmobilização. “Em todo o país, o quórum está baixíssimo”, explicou. Também diretor da Adufrj, Felipe Rosa conclamou docentes a se unir. “Temos projetos em comum, e devemos nos unir em torno de consensos, como a defesa da universidade pública e gratuita”, afirmou.

A professora Luciana Boiteux concordou que o momento é de construir uma frente de defesa da universidade. “A situação é muito tensa. Os professores estão com medo. Os ataques já começaram e vão piorar. É o momento de fortalecer o sindicato”, sugeriu a docente do Direito.

O professor Renato Monteiro, da Nutrição, sugeriu atividade de conscientização sobre o papel da universidade. “Temos que fazer uma campanha de valorização do professor”, propôs a professora Marinalva Oliveira, da Educação. A ideia será incorporada à campanha UFRJSempre, de valorização da UFRJ.

Os professores ressaltaram a importância de participar de atividades do Andes. “É hora de fortalecer o Sindicato Nacional. Precisamos levar uma delegação forte da UFRJ para o próximo congresso”, ponderou Cláudio Ribeiro, da FAU. O Congresso do Andes será no fim de janeiro em Belém. Na assembleia de 5 de dezembro, será escolhida a delegação da Adufrj para o encontro no Pará.

EM MACAÉ, FAKE NEWS PREOCUPAM
O bombardeio de notícias falsas veiculadas durante a campanha eleitoral presidencial será mantido contra instituições públicas, como as universidades. O alerta foi feito pelo professor Jackson de Souza Menezes na assembleia realizada em Macaé, simultânea à da Praia Vermelha. “Infelizmente, a mídia coloca no mesmo balaio de corruptos todo o serviço público”, disse. “Precisamos nos preparar e ter a capacidade de responder com agilidade a cada ataque”, completou.

A presidente e a vice-presidente da Adufrj, Maria Lúcia Teixeira e Ligia Bahia, conduziram a assembleia no auditório do Nupem/ Macaé. Ligia ressaltou a relevância de uma frente ampla para ampliar a capacidade de mobilização. A professora citou a Uerj como um exemplo recente e importante que tem resistido ao desmonte. O cerceamento às liberdades de pensamento e expressão foi lembrado. A presidente da Adufrj observou que a entidade mantém um canal de comunicação pelo whatsapp (21-99808-0672) para recebimento de denúncias e apoio às vítimas.

ADICIONAR COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

(*)

(*)