Ana Paula Grabois

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Cerca de 2,8 mil professores em atividade e aposentados da Universidade Nacional de Brasília (UnB) também estão sob risco de perda dos 26,05% dos salários relativos à recomposição de perdas do mesmo plano econômico.
Em fevereiro, a associação dos docentes local (AdUNB) foi surpreendida com uma notificação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) exigindo que a UnB suspendesse o pagamento do percentual.
Em março, a AdUNB entrou com um embargo declaratório no tribunal. O argumento é que o STF já havia determinado o pagamento a partir de decisão de 2006 da ministra Cármen Lúcia.
Nesta ação impetrada pela Advocacia-geral da União (AGU) no TRF-1, a AdUNB perdeu em duas instâncias, o que levou à exigência do fim do pagamento em fevereiro.
“O nosso entendimento é que o TRF está abaixo do STF”, disse o presidente da AdUNB, Luis Antonio Pasquetti.
A associação entrou em março com uma petição junto à reitoria da UnB para que, através da Procuradoria da UnB, a AGU esclareça qual decisão seguir, a do TRF-1 ou a do STF.
Até o momento, nem o TRF-1 nem a AGU deram resposta e o pagamento dos 26,05% está sendo realizado. Pasquetti afirmou que se reuniu com a bancada parlamentar do Distrito Federal no Congresso em busca de apoio. “Um corte desse tamanho vai significar um impacto muito forte na economia local”, disse. Projeções de economistas da UnB calculam que a economia do Plano Piloto de Brasília perderia algo em torno de 3% com a suspensão do pagamento, levando em conta as famílias dos professores, seus agregados e os serviços e produtos movimentados pela remuneração dos docentes.