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AdUFRJ promove encontro com parlamentares do Rio

Em busca de alternativas para a educação superior pública no Rio de Janeiro, a diretoria da AdUFRJ promove nesta segunda-feira, 10 de junho, encontro com parlamentares das bancadas federal e estadual do Rio. A reunião ocorre na Casa da Ciência da UFRJ, às 9h30.

Para a presidente da seção sindical de professores da UFRJ, Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna, a reunião é uma aproximação importante porque, além dos problemas de cortes na educação e dos ataques vindos de todos os lados do governo federal, existe a possibilidade de as emendas parlamentares serem destinadas à educação. Algumas emendas têm sido importantes para a UFRJ. “Alguns dos parlamentares que confirmaram presença têm tido uma atuação muito importante no Congresso contra os cortes”, afirma Maria Lúcia.

“A ideia é que seja o início de um diálogo permanente com as bancadas parlamentares, em torno da defesa de políticas para a Ciência e Tecnologia e a UFRJ, universidade que tem muita importância na cidade e no estado do Rio”, completa a presidente da AdUFRJ, que ressaltou o papel da reunião como uma forma de os parlamentares conhecerem mais o trabalho, as pesquisas e os docentes da UFRJ. “É uma tentativa de construir uma agenda comum para a maior universidade federal do país, esse pode ser o ganho dessa reunião”, afirma.

Neste momento de corte de recursos do Ministério da Educação e de bolsas de pesquisa, o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) afirma ser preciso mobilizar a sociedade sobre o tema, entrar na disputa de narrativas sobre a universidade pública e trabalhar na organização de grupos para enfrentar os ataques financeiros e verbais de integrantes do governo.

O próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem feito reiteradamente ataques à universidade pública desde que assumiu o cargo, em 9 de abril.

“Não há outra forma que não resistir. Há um ataque do atual governo às universidades e ao corpo científico”, disse o deputado, também presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e que já presidiu a Comissão de Educação na casa. “É preciso enfrentar estes ataques com organização, com reuniões como esta e desmontar as narrativas criadas pelo governo sobre a universidade”, completa.

Segundo Carneiro, as manifestações em defesa da educação pelo Brasil nos últimos dias 15 e 30 de maio tiveram efeito e criaram uma pressão social para que parlamentares de diversos partidos apoiem a causa da educação pública.

Mesmo aqueles que são da base de apoio do governo Bolsonaro podem não aderir à atual política que vem sendo implementada no MEC. “São cerca de 250, 300 deputados”, afirma o parlamentar.

Já confirmaram presença no café da manhã promovido pela AdUFRJ aos parlamentares os deputados federais Alessandro Molon (PSB), Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Calero (Cidadania), Paulo Ramos (PDT) e Marcelo Freixo (PSOL), entre outros. Da bancada estadual fluminense, devem comparecer os deputados Carlos Minc (PSB), Eliomar Coelho (PSOL), Flavio Serafini (PSOL), Renan Ferreirinha (PSB) e Waldeck Carneiro (PT).

O deputado federal Alessandro Molon (PSB) destaca a importância do diálogo para encontrar soluções que permitam o desenvolvimento das atividades educacionais da UFRJ, ajudando o Rio e o país: “Neste momento tão difícil por que passamos no país, o apoio à educação, à cultura, à ciência e à produção de conhecimento nunca foi tão importante”, afirma o deputado.

Líder da oposição na Câmara, Molon é um dos parlamentares mais ativos pela causa da educação. Na semana passada, por exemplo, convocou o ministro Weintraub para explicar no plenário da Casa uma nota divulgada pela pasta.

A nota do MEC proíbe professores, funcionários de escolas e até pais de alunos de divulgarem protestos contra os cortes na educação.