Elisa Monteiro

elisamonteiro@adufrj.org.br

Será lançada hoje uma plataforma inédita de mobilização e monitoramento de dados e políticas públicas relacionados às universidades. O Observatório do Conhecimento é uma iniciativa da AdUFRJ que já reúne onze associações docentes de diferentes estados brasileiros. A atividade está marcada para 18h30, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Confira no perfil da Adufrj no Facebook a transmissão ao vivo: https://www.facebook.com/adufrj.ssind/
O foco é monitorar com precisão todas as ações do governo e no Legislativo sobre temas que envolvem o ensino superior, tanto no campo da Ciência como no da Educação. A proposta é usar esses dados para enfrentar os cortes de investimentos que acontecem desde 2014 e asfixiam a produção acadêmica do país. “O Observatório é totalmente aberto para associações, movimentos sociais e organizações da sociedade civil”, explica a professora Tatiana Rappoport, do Instituto de Física, uma das idealizadoras do projeto. “Queremos aproximar a sociedade da universidade”.
Rappoport explica que o projeto tem três vertentes de atuação: uma plataforma digital com informações importantes sobre as universidades, uma ação de Advocacy para monitorar e influenciar parlamentares e gestores e ações de mobilização nas universidades.
A equipe do Observatório acompanhará de forma permanente as bancadas parlamentares, Comissões do Senado e da Câmara, Ministérios e Secretarias envolvidos diretamente na formulação das políticas de educação superior no país.

QUALIFICAR O DEBATE
“A gente pretende combater a manipulação, qualificar o debate público e aumentar o controle social sobre decisões estratégicas para as universidades e demais instituições de produção de conhecimento”, explica o professor Felipe Rosa, diretor da Adufrj. “O país atravessa um momento difícil pela surpreendente difusão de informações falsas desde o ano passado. É muito significativo contar com dados precisos e verdadeiros. Só a partir deles é que poderemos encontrar as respostas adequadas para cada situação”, completa.
Para o docente, o momento de “muitas incertezas no Ministério da Educação” reforça a importância da iniciativa. “O Executivo tem muito poder, mas diversas decisões cabem ao Congresso”, pondera Felipe.