Redação Adufrj

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Não ficou sem resposta a ação de vandalismo contra a faixa da Adufrj sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio. No fim da tarde de hoje, 5 de março, a presidente da associação dos professores da UFRJ, Maria Lúcia Werneck, apresentou uma queixa à 10ª DP, em Botafogo.

Instalada na quinta-feira em uma grade lateral do Canecão, a peça gráfica fazia parte da campanha “Inverter a Intervenção”, criada pela Adufrj e apoiada pelas entidades representativas dos técnicos-administrativos (Sintufrj) e alunos (DCE e APG), além do Andes.

A inspiração para a arte da faixa veio dos grafites do artista britânico Bansky. Num deles, uma menina revista um soldado, mudando a perspectiva de quem é alvo e autor da revista. Diante das cenas frequentes de revistas de moradores, inclusive crianças, em comunidades, o designer André Hippertt juntou ao soldado de Bansky uma aluna de escola pública no Rio.

A faixa atraiu a atenção de intolerantes e acabou sendo arrancada, no último sábado. A ação foi filmada e compartilhada por grupos conservadores na internet, que ainda hostilizaram a comunidade da UFRJ em mensagens raivosas.

O delegado assistente da 10ª DP, Paulo Castello Branco, recebeu as imagens e prometeu investigar. Segundo ele, além do dano material, as mensagens virtuais dirigidas à universidade também representam uma ameaça à liberdade de expressão.

A diretoria da Adufrj também divulgou uma nota sobre a retirada da faixa. Após repudiar o ato de vandalismo, o texto prossegue: “Ações como essa mostram que a Inversão da Intervenção, mais do que necessária, é urgente para reconstituição de nossa democracia. Intolerantes não passarão. Paz e democracia”.

#InverteraIntervenção

A campanha “Inverter a Intervenção” busca trocar os blindados e fuzis pela força da educação, do conhecimento, da arte e da ciência. Rejeitar soluções frágeis e temporárias e investir em políticas públicas com resultados sólidos e duradouros, como fazem questão de destacar os próprios interventores federais.

Um comentário

  • josé Roberto disse:

    Prezados , sou defensor de um estado democrático assim como os senhores e senhoras, e por isso gostaria que me esclarecessem alguns pontos:
    – É democrático valer-se de um local público, onde toda a população contribui para mantê-lo, para utilizá-lo como instrumento de expressão política (mesmo que na sua expressão mais nobre)?
    – Não é vandalismo colocar cartazes em locais públicos em prol de uma pequena parcela da população para expressar um pensamento que não possui concordância unânime? Vocês tem esse direito? A Universidade é de vocês somente?
    – Particularmente a respeito desses cartazes em questão, qual o objetivo deles? A força de intervenção em algum momento cometeu qualquer atentado aos direitos dos cidadãos?
    – Esses cartazes não se configuram em uma ação de intolerância às Forças Armadas, que estão trabalhando no estrito cumprimento de uma decisão emanada pelo Governo Federal?
    Por último, se houve ações nas retiradas dos cartazes ofendendo a Universidade, quero deixar claro que as repúdio, afinal a UFRJ é digna de respeito, além disso, foi onde cursei o meu mestrado, onde minha esposa se formou, mas gostaria de lembrar que a ação de colocar os cartazes também são dignas de repúdio.
    Gostaria que refletissem a respeito e que procurem contribuir com ações que conduzam a cidade do Rio de Janeiro a dias melhores, pois certamente os senhores e senhoras podem fazê-lo, uma vez que possuem a competência para isso.
    Deixo meus sinceros votos de cordialidade a todos,
    Atenciosamente,
    José Roberto

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