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Redação Adufrj

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Abraço cerca UERJ de solidariedade 
 

 

Elisa Monteiro
elisamonteiro@adufrj.org.br
Fotos: Fernando Souza 


Em menos de quinze minutos, cerca de duas mil pessoas formaram uma corrente humana de quase duas voltas em torno do prédio principal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no Maracanã. A manifestação, realizada na parte da tarde, foi encerrada com apresentação do Bloco Carnavalesco Discípulos de Oswaldo (da Fiocruz), sem conflito com a polícia. A diretoria da Adufrj marcou presença no ato e ofereceu apoio à Asduerj.


Muita gente de fora da universidade compareceu para se manifestar contra a ameaça de fechamento da universidade por falta de recursos. A associação dos servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc) participou diretamente da organização. “Temos pesquisadores formados pela UERJ e uma cooperação direta. Acompanhamos de perto e com preocupação a situação da universidade”, disse Paulo Henrique, analista da Fiocruz.


Um número expressivo de entidades sindicais e instituições como a Fiocruz, UFRJ, UFF, UniRio, Colégio Pedro II, Museu Nacional, e Centrais Sindicais como a CUT, CTB e CSP-Conlutas fizeram falas contra os cortes orçamentários que colocam em xeque as universidades estaduais. Além da UERJ, a Uezo e a Uenf também foram lembradas. Artistas como Osmar Prado e Wagner Moura 
mandaram seus apoios. 

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Parlamentares do Rio de Janeiro compareceram em peso. Os deputados estaduais Waldeck Carneiro (PT), Eliomar Coelho (PSOL), Flavio Serafini (PSOL), além dos vereadores Reimont (PT) e Tarcísio Motta (PSOL), criticaram o “ajuste fiscal” proposto pelo governador Luiz Fernando Pezão, que penaliza serviços e servidores públicos.


“Pelo seu potencial de desenvolvimento econômico e de cidadania, a UERJ deveria ser considerada como um diamante do estado do Rio de Janeiro”, afirmou a deputada federal e ex-aluna da Medicina da universidade, Jandira Feghali (PCdoB). “Estivemos à frente das iniciativas para renegociação da crise do estado sem contrapartida. Mas, na atual situação, tenho dúvidas se, mesmo com mais recursos, as universidades seriam prioridade para esse governo. Por isso, a pressão popular é fundamental’, completou.


Ex-reitora da universidade, Nilcéa Freire fez uma fala emocionada sobre o papel das universidades estaduais para o desenvolvimento e redução de desigualdades sociais na Baixada Fluminense e no interior do estado. O papel dos projetos de extensão da UERJ, o pioneirismo nas cotas e ensino noturno foram citados em grande parte das intervenções: “Não é qualquer coisa que essa ameaça venha sobre a universidade com 8 mil cotistas. O movimento negro nacional está de olho no que se passa por aqui”, disse Cláudia Vitalino (Uninegro).


A iniciativa do “abraçato” partiu de uma página da comunidade da Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA). Formado pela Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ (ESDI), o professor Carlos Azambuja idealizou a atividade. “É claro que sempre há um componente afetivo, mas a motivação do ato foi política. Hoje, a UERJ é o campo de batalha de resistências em defesa de tudo que significa o serviço e a universidade pública. Ela é um laboratório onde estão testando a possibilidade de privatização para o ensino superior. Mas amanhã pode ser a UFRJ ou qualquer outra federal”.


Mesmo aposentada, a professora e ex-integrante do Consuni da UFRJ, Diana Maul não perdeu o encontro. “Temos grande ligação com a UERJ e o Hospital Pedro Ernesto. Não deixaria de vir me solidarizar. A UERJ não pode fechar”.

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