Professor Samuel Araújo e alunos do projeto de música na Maré - Foto: Fernando Souza

(Última atualização em: 08/03/2018)

A Maré é o local mais musical que eu conheço. Desde o funk às orquestras, sem falar das escolas de música evangélicas onde se aprende do trompete ao violino, são muitas as expressões musicais. Sempre recomendo aos amigos músicos de fora que venham conhecer o cenário musical local. Na Maré, os eventos musicais são diários, às vezes paralelos, reunindo massas de mil a duas mil pessoas. E há uma concentração única de pessoas que vivem da música. Estou na Maré desde 2003 e é um trabalho muito gratificante. Mas não estou otimista em relação à intervenção. Já vi ao menos três ações de controle do território e o que percebemos é a criação de uma expectativa de paz que não se cumpre. A sensação é de que não são ações feitas para solucionar a violência que aflige moradores (das comunidades) e a cidade como todo, mas medidas eleitoreiras. Não acredito em intervenção sem investimento e geração de renda. É isso que todos esperam”.

Samuel Araújo, professor da Escola de Música

(Em depoimento à jornalista Elisa Monteiro)

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