Foto: Marco Fernandes/Arquivo Adufrj

Um relatório divulgado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no último dia 17, mostra que as universidades particulares não produzem absolutamente nada de conhecimento relevante no Brasil. A produção científica no país é dependente exclusivamente das universidades públicas.

O relatório mostra que as instituições públicas produzem artigos científicos altamente citados e alcançaram boas taxas entre 1% dos papers mais citados do mundo.  Os critérios analisados foram: a quantidade de documentos produzidos, o impacto da citação, artigos no top 1% e 10% dos mais citados do mundo, colaboração com a indústria e colaborações internacionais.

O número de citações que uma publicação de pesquisa recebe reflete o impacto que teve em pesquisas posteriores. As publicações científicas citam documentos anteriores para validar uma contribuição intelectual. Portanto, pode-se dizer que uma publicação (ou uma coleção de publicações) com uma contagem de citações mais elevada teve um impacto maior no campo de conhecimento ao qual se relacionou.

A destruição das universidades públicas no Brasil, como está acontecendo com a UERJ, pode ser a destruição de todo o conhecimento científico que o país produz.

O relatório traz também um ranking das universidades públicas que mais produzem conhecimento científico relevante. A Unicamp ficou em terceiro lugar, atrás apenas da USP e da Unesp. A UFRJ ficou em quarto. A UERJ, por sinal, é a décima universidade que mais produz conhecimento científico.

Outro fator relevante é que os grandes empresários brasileiros não investem em pesquisa. Nas parcerias de pesquisa com empresas, a única grande empresa que investe de forma relevante em desenvolvimento tecnológico no Brasil é uma estatal, a Petrobras. Exceto o setor farmacêutico, que é o único setor apontado com investimento em ciência e tecnologia, a iniciativa privada no Brasil não produz conhecimento.

O documento traz o desempenho da pesquisa brasileira em um contexto global entre os anos 2011 e 2016. Os dados foram obtidos do InCites, plataforma baseada nos documentos (artigos, trabalhos de eventos, livros, patentes, sites e estruturas químicas, compostos e reações) indexados na base de dados multidisciplinar Web of Science – editada pela Clarivate Analytics.

(Fonte: Carta Campinas, com informações de divulgação, e edição da Adufrj)

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