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Com muito atraso, colegiado aprova Política Cultural, Artística e de Difusão Científico-Cultural da instituição

Projeto aguardava ser votado há mais de um ano

Silvana Sá. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

14090151Consuni deliberou sobre terreno da UFRJ localizado em Itaguaí: área será alienada. Foto: Silvana Sá - 28/04/2014No final de 2012, o Fórum de Ciência e Cultura promoveu o seminário “Você faz cultura” — instância para formular um projeto de Política Cultural, Artística e de Difusão Científico-Cultural para a UFRJ. O documento foi encaminhado ao Conselho Universitário em fevereiro de 2013 e só agora, mais de um ano depois, chegou à apreciação do plenário. Na sessão de 28 de agosto, o texto foi aprovado por unanimidade. 

Com a deliberação, o Fórum ganha o reconhecimento institucional para desenvolver a política cultural da universidade. A proposta é extensa e prevê uma série de ações em áreas como: acervo e museus, música, artes cênicas, folclore, comunicação. Dentre os projetos que constam do programa, está a implantação de uma TV universitária, de uma rádio universitária e de um Programa de Apoio e Promoção do Audiovisual da UFRJ. O documento completo pode ser acessado na página do FCC, no link: http://migre.me/ljHfT.

Demorou

Carlos Vainer, coordenador do FCC, destacou que esta é a primeira vez que o Consuni se debruça e discute uma política cultural para a universidade. Para ele, a UFRJ tem avançado na busca de uma política cultural integrada interna e externamente, mas reclamou da demora na apreciação da proposta. “Pressionamos a presidência do colegiado para que a proposta viesse ao Consuni. O seminário foi encerrado no fim de 2012, portanto há um ano e meio”.

Vainer salientou também o amplo debate que envolveu a construção da proposta. Foram realizados quatro seminários e, depois, mais duas plenárias. “A proposta ficou em consulta pública por três meses antes de ser levada à plenária final e recebeu mais de 250 propostas de emendas. Isto é para sentirmos a vitalidade desta universidade, não apenas como ambiente de pesquisas e centro de ensino, mas enquanto agente cultural”.

Luiza Foltran, conselheira da bancada estudantil, reconheceu o esforço do Fórum de Ciência e Cultura na realização do seminário “Você faz Cultura”. Ela também lamentou a demora do Consuni em examinar o projeto.

Ex-Canecão passará por debate

Luiza relembrou a ocupação do ex-Canecão pelos estudantes em 2012 e a importância daquele espaço na difusão cultural da universidade. 

Na proposta aprovada pelo Consuni, ainda haverá muita discussão a respeito daquele imóvel: “Promover amplo debate acerca das formas de ocupação, uso e gestão dos espaços, em particular da casa de espetáculos da Avenida Venceslau Brás, 213” é um dos últimos trechos do documento.

 

Leher é homenageado

A ouvidora-geral da UFRJ, Cristina Riche; o reitor Carlos Levi, o vice-reitor Antônio Ledo e a decana do CFCH, Lilia Pougy, homenagearam, durante o Conselho Universitário, o professor Roberto Leher (representante dos Titulares do CFCH). Ele receberia, naquele mesmo dia, à noite, a Medalha Pedro Ernesto. O Consuni aprovou uma moção de louvor ao docente. A medalha é a principal comenda do Rio de Janeiro e é destinada a cidadãos de reconhecida importância para a cidade (leia a cobertura na página 8).

 

Terreno da UFRJ em Itaguaí

Também foi objeto de deliberação do Consuni do dia 28 um terreno de 149 mil m2 que a UFRJ possui, desde a década de 1950, em Itaguaí (RJ). Ele foi ocupado irregularmente por uma comunidade. A Pró-reitoria de Gestão e Governança (PR-6), ao fazer o levantamento, descobriu que poucos lotes ainda estão vazios e que o local já tem, inclusive, rede de água e esgoto. O Consuni decidiu alienar o terreno. O reitor Carlos Levi firmou compromisso de que o dinheiro a ser arrecadado com a venda será destinado a políticas de permanência estudantil.

A avaliação feita pela Comissão de Desenvolvimento do colegiado é que, diante de demandas severas por habitação, seria muito custoso para a universidade e para as famílias que lá residem dar entrada em uma reintegração de posse. Além disso, a comissão indicou em seu parecer que o local é cercado de antenas e torres de alta tensão que representam risco e impossibilitam a instalação de prédios ou projetos universitários.

Até 12 de setembro, no átrio do Palácio

Filipe Galvão. Estagiário e Redação

Lembrar sempre para que não se repita nunca. O ano em que se completa meio século do golpe empresário-militar continua sendo marcado pelas iniciativas de resgate da memória e homenagens à resistência daquele período. Agora quem entra no diálogo sobre o tema é o Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da universidade com a exposição “1964: UFRJ – Imagens, Falas e Informações”.

Ocupando o Átrio do Palácio Universitário do campus da Praia Vermelha, a exposição apresenta os acervos da UFRJ, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional e do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. “A seleção do material foi feita ao longo do tempo por bolsistas. Agora, nós podemos contribuir para que a universidade tenha um ciclo completo no resgate de sua história”, diz Maria Angélica Varella, vice-diretora da Divisão de Memória Institucional do SiBI, setor que organizou a exposição.

A ideia nasceu um ano antes. Para compor o acervo de memória oral da universidade, a historiadora Andréa Cristina de Barros Queiroz, diretora da Divisão de Memória do SIBI, fez uma série de entrevistas com ex-reitores. A recorrência de dois temas (ditadura e movimento estudantil) nos depoimentos motivou o recorte para a mostra. Era evidente que a história da UFRJ se confundia com a do país. 

Prédio com história

Quem anda pelos corredores do Palácio Universitário da Praia Vermelha anda mesmo dentro da história. Os primeiros ocupantes do prédio foram os alienados mentais do período regencial. Lá os loucos atravessaram o Brasil Império, a República Velha e quase apagam as luzes do Estado Novo se não fossem transferidos um ano antes para o subúrbio carioca.

Vinte e dois anos depois, com o país já nas mãos dos militares e o prédio nas mãos da UFRJ, a Praia Vermelha continuou palco de episódios importantes. Na tarde de 22 de setembro de 1966, os 600 estudantes que se organizavam para protestar contra a ditadura se refugiaram dentro do Palácio Universitário para evitar o confronto com os policiais militares.

Na madrugada do dia seguinte, as forças da ditadura invadiram o prédio, deixando o patrimônio depredado e centenas de pessoas espancadas. O evento ficou conhecido como o Massacre da Praia Vermelha e evidencia o peso da resistência estudantil da UFRJ ao governo militar. 

Maria Angélica define o trabalho de resgate da verdade como uma simbiose do conjunto de pesquisas, leituras e publicação de acervos. “A memória da universidade ainda está muito pulverizada. Há muita informação nas bibliotecas e unidades. Essa exposição mostra a preocupação do SiBI em costurar essa memória. É isso que vai fazer a história não se perder”, diz.

14090161Maria Angélica Varella, do SiBI: “A memória da universidade ainda está muito pulverizada”. Foto: Filipe Galvão - 28/08/2014

O Conselho Universitário (Coun) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou, na manhã de quinta-feira (28), a privatização do Hospital de Clínicas (HC) da instituição por meio da adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Para conseguir a aprovação da entrega do HC à Ebserh, a reitoria da UFPR teve que recorrer ao uso da força policial e violenta repressão de manifestantes e conselheiros, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, e ainda realizar parte da votação por telefone. A Adufrj-SSind assinou a nota do Andes-SN: “Manifestamos o nosso repúdio à forma autoritária, arbitrária e antidemocrática com a qual as reitorias e os poderes públicos vêm conduzindo os processos no interior das Universidades Públicas”, diz o documento, cuja íntegra pode ser conferida  aqui.

Manifestamos, mais uma vez, nosso repúdio à forma autoritária, arbitrária e antidemocrática com a qual as reitorias e os poderes públicos vêm conduzindo os processos no interior das Universidades Públicas, principalmente no tocante à implementação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Processo esse que expressa a faceta mais patente da privatização dos hospitais universitários e da deterioração das relações de trabalho em seu interior.
No dia 28 de agosto de 2014, o Conselho Universitário (COUN) da Universidade Federal do Paraná, foi convocado para decidir sobre a entrega do Hospital de Clínicas à EBSERH. Os movimentos em defesa da saúde e educação públicas lançaram um chamado à comunidade acadêmica da UFPR para participar de um ato público em defesa do Hospital de Clínicas, ato este que foi reprimido pela ação violenta de policiais federais, inclusive com o uso de bombas e balas de borracha contra os manifestantes.
O uso desnecessário de violência com o claro intuito de impedir a livre manifestação e as denúncias sobre os efeitos deletérios da EBSERH têm sido uma constante. Reforçamos a ideia de que essas ações favorecem o projeto privatista que transfere recursos públicos para a iniciativa privada, ao mesmo tempo em que, reforça o cerceamento às manifestações e denúncias em relação à aguda precarização das condições de trabalho.
A forma como se deu a reunião do Conselho Universitário da UFPR, com ausência de conselheiros impedidos de entrar, duas plenárias realizadas em locais diferentes e a inaceitável votação por telefone atestam, ainda mais, a arbitrariedade e o autoritarismo da forma como vem sendo conduzida a questão. O ocorrido na UFPR não é um fenômeno localizado, explicita uma política mais geral e precisa ser combatido, pois põe em risco a democracia no interior da universidade ao passo que criminaliza a luta por uma Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade.

ANDES-SN/SR-RJ - ADCEFET-RJ - ADUFRJ – ADUFF – ADUNIRIO – ASDUERJ – ADUEZO

Foto: Apufpr-SSind, via Andes-SN

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