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02 casa da pedra facilita estudo de rochas do pre salCasa da Pedra, no Ceará - Foto: DivulgaçãoNesta quinta-feira (22), pela manhã, a Polícia Federal esteve no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) da UFRJ em operação que investiga o contrabando de fósseis da região da Chapada do Araripe, no Ceará. De acordo com o diretor do Instituto de Geociências, o professor Edson Mello, nenhum fóssil foi apreendido, visto que todos estavam devidamente registrados como propriedade da universidade, o que é legal.
O professor Ismar Carvalho é alvo da investigação, e falou com exclusividade ao Jornal da AdUFRJ. “Todas as coletas de material feitas na região foram autorizadas pela Agência Nacional de Mineração, e contaram com o acompanhamento de técnicos dessas agências, tanto nos relatórios quanto nas atividades de campo”, disse o professor, que se mostrou tranquilo com a investigação. A Polícia Federal esteve na sua sala, no CCMN, onde apreendeu dois computadores e um pen drive. Os agentes também foram ao apartamento do professor à procura de fósseis e, segundo ele, não encontraram nenhum.
A decana do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, professora Cássia Turci, aproveitou a reunião do Conselho Universitário, também ocorrida nesta quinta, para comentar a operação. “Todos os nossos fósseis estão cadastrados e catalogados. Essa documentação já foi apresentada às autoridades. E o professor tinha toda a documentação necessária à pesquisa fóssil, que também foi repassada para a Polícia Federal”, informou a decana. Ela acredita que a denúncia partiu de um professor de outra universidade, e que seja motivada por disputas locais. “O fato de a UFRJ ter o Centro de Referência Casa da Pedra, que é um centro de pesquisa em Cariri, acaba incomodando”, afirmou.
A reitoria emitiu nota oficial. “Segundo informações veiculadas pela imprensa, um dos operários investigados teria alegado que havia recebido uma espécie de ‘mensalidade’ do professor. Repudiamos a versão mentirosa e ressaltamos que todo pagamento efetuado a operários de pedreiras foi fruto de processo com completo amparo legal”, diz o texto.

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