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Convocamos Assembleia Geral virtual da AdUFRJ-SSind para o dia 28 de agosto de 2020 (sexta-feira), de 13h30 às 18h, a ser realizada virtualmente através da plataforma Zoom.

Pauta:

      1. Informes
      2. Calendário acadêmico da UFRJ
 
Roteiro:

13h30 – primeira convocação com quórum mínimo de docentes
14h – início da AG com qualquer número de docentes
14h às 14h30h – informes
14h30 às 16h – discussão calendário acadêmico da UFRJ
16h às 18h – votação ponto 2
18h - apuração
 
Preencha o formulário no link abaixo para receber as orientações para a assembleia.
https://forms.gle/nDXxGt6US5gjxuV18

capa tutorialO Período Letivo Emergencial criou desafios inéditos para a maioria dos docentes. Uma das preocupações é com o eventual mau uso das imagens e dos materiais compartilhados com os alunos. A diretoria da AdUFRJ divulga dois documentos para contribuir com a segurança dos professores e professoras em relação às aulas gravadas.

Um deles é um tutorial ensina como preparar os vídeos para o Youtube de modo privado, permitindo acesso apenas de quem receber o link (veja AQUI). São sete passos, com ilustrações, para facilitar a vida do professor.

O segundo documento é um modelo de termo de confidencialidade, que deve ser assinado pelos estudantes, com o compromisso de não divulgarem o material recebido. (leia mais AQUI)

“Essas duas medidas não são garantem total segurança contra possíveis hackeamentos ou vazamentos dos conteúdos, mas são dois modos de prevenir problemas e aumentar nossa segurança durante o PLE”, afirma a diretoria da AdUFRJ, em nota.

Tivemos uma semana de grande movimentação em toda a UFRJ: departamentos, conselhos, congregações se reuniram e se debruçaram sobre a proposta apresentada no dia 14 de agosto pela Pró-Reitoria de Graduação para a definição do calendário para os próximos períodos letivos. Avaliamos que esse foi um processo virtuoso, que demonstrou a vitalidade de nossa vida institucional e o forte compromisso dos docentes desta universidade, que atenderam prontamente a essa convocação com a elaboração de inúmeras propostas que buscam responder aos desafios que o presente nos impõe.
Entretanto, essa vitalidade foi, ao mesmo tempo, o nosso maior entrave para que as deliberações fossem tomadas na sexta-feira: nenhum de nós teve acesso ao conjunto de proposições que surgiram nessas discussões, assim como os conselheiros também as viram pela primeira vez. Trata-se de matéria da mais alta importância, que irá determinar o nosso funcionamento pelos próximos semestres, com grandes consequências para a instituição, mas também para a vida de cada um de nós.
Existem motivos reais para que essa decisão seja tomada o quanto antes, mas isso não pode representar atropelos e, principalmente, deliberações que precisem ser reformuladas posteriormente. É legítima a reivindicação de que tenhamos primeiro a compreensão do conjunto de propostas que foram elaboradas, pois muitas unidades e centros indicaram suas propostas sem conhecer o que outros estariam propondo. Essa troca irá favorecer o surgimento de sínteses que atendam melhor a complexidade e a heterogeneidade dos nossos cursos, que não são poucos.
Por compreender a urgência e a gravidade do momento que atravessamos, a AdUFRJ enviou documento ao Conselho de Ensino e Graduação, CEG, na última quinta-feira, 20, solicitando que as propostas apresentadas fossem analisadas e discutidas, mas que a sua deliberação não ocorresse sem a devida escuta à comunidade universitária. É preciso que a UFRJ tome conhecimento do conjunto de proposições apresentadas, que tenha acesso ao que foi formulado nesse grande esforço institucional e possa assim deliberar com mais segurança.
Buscamos acompanhar e compreender todas as propostas apresentadas, e reforçamos três princípios essenciais para esse debate, que também nortearam as diversas contribuições oriundas dos Centros:
1. Não podemos assumir a tarefa de lecionar três períodos letivos em sequência sem que haja entre eles um recesso que nos permita o lançamento de notas, a reorganização de turmas, o planejamento de novas atividades, além de todo o trabalho administrativo que é requerido. Destacamos ainda que o direito a um descanso mínimo entre os períodos letivos não só é um direito dos professores, mas também é necessário para o corpo discente.
2. É fundamental encontrar um modo de não penalizar ou sobrecarregar ainda mais os docentes que se apresentaram para oferecer disciplinas durante o PLE.
3.  A necessidade de adequação do calendário da universidade deve, em primeiro lugar, obedecer aos critérios de qualidade dos cursos oferecidos, não permitindo que sejam feitas compactações que os comprometam ou sobrecarreguem de forma excessiva os estudantes.
A nova proposta apresentada pela Reitoria (vide AQUI) implica em mudanças muito rápidas, que exigirão um grande engajamento de toda a estrutura da universidade. A semana que se inicia no dia 24 não só trará a novidade do ensino remoto emergencial, mas provavelmente um acalorado debate sobre o tema. Nós não nos furtaremos a ele. E esperamos que o corpo docente se envolva ainda mais nesse processo. Na segunda-feira já devemos ter um calendário de discussões a ser apresentado para todos os professores.
Em tempos de pandemia e distanciamento social, não foi pouco o que fizemos até aqui, e esperamos que o que se construa a partir de agora fortaleça e revigore ainda mais nossa instituição. Se a vida democrática do país parece respirar com ajuda de aparelhos, a universidade precisa ser não só a referência crítica a esse processo, mas aquela que oferece em seu funcionamento o exemplo de práticas responsáveis e consequentes.

Diretoria da AdUFRJ

04WEB menor1142Após severas críticas à primeira proposta de calendário acadêmico elaborada pela Pró-reitoria de Graduação, a administração central construiu uma nova proposição, apresentada ao CEG no dia 21 (veja detalhes AQUI). Apesar de melhorar o tempo de duração dos períodos letivos e abrir espaço para recessos e atos acadêmicos, a proposta suscitou novas dúvidas e críticas, porque prevê uma sobreposição entre o PLE e 2020.1.
“Particularmente nos preocupa bastante a questão da sobreposição. Muitos docentes ficariam de fora de 2020.1, o que inviabilizaria a oferta de muitas disciplinas”, observa a professora Juliana Milanez, representante do campus Macaé no CEG. Ela também indica a necessidade de o colegiado avaliar cenários para o oferecimento de disciplinas práticas obrigatórias, da qual muitos estudantes dependem para se formar. “Preocupa muito a aprovação de qualquer calendário sem pensar em como será feita a oferta de disciplinas práticas”.
Os centros de Tecnologia e de Ciências Jurídicas e Econômicas vão aprofundar a discussão na próxima semana. Os dois reúnem seus Conselhos na segunda-feira (24) para consensuar propostas. O decano do CT, professor Walter Suemitsu, considera o novo calendário elaborado pela PR-1 semelhante ao proposto pela Escola de Química (veja na página 3). “Não há diferenças substantivas em relação ao tempo de duração dos períodos. Mas a sobreposição me parece ruim”, avalia. “O ideal é que os períodos aconteçam um após o outro, sem concomitância, e que os créditos do PLE sejam computados para 2020.1”, defende.
“Qualquer que seja o modelo a ser definido pela universidade, nós acreditamos que deva ser obrigatório para os docentes, para que não haja uma diferenciação tão grande na oferta de disciplinas entre os cursos”, acredita o decano do CCJE, professor Flávio Martins. Ele sugere que a discussão leve em consideração as experiências do PLE. “O debate amadurecido virá com a própria experiência do PLE. Precisamos de algumas semanas para avaliar como aconteceu o ensino remoto na universidade, já que não temos perspectivas de ensino presencial pelo menos até o início do ano que vem”.
A AdUFRJ encaminhou aos conselheiros uma carta com princípios que acredita que devam nortear as discussões sobre o calendário. Eles se resumem a: direito ao descanso mínimo e tempo de reorganizar atos acadêmicos entre períodos; buscar meios de não penalizar ou sobrecarregar ainda mais os docentes que ofereceram disciplinas durante o PLE; obedecer aos critérios de qualidade dos cursos, sem compactações que sobrecarreguem os estudantes.

Proposta ruim
A primeira proposta da PR-1 foi criticada por professores, técnicos e estudantes. Os problemas se concentraram principalmente no curto tempo dedicado a 2020.1, de apenas dez semanas, e na inexistência de intervalos entre os períodos letivos. E levou unidades a elaborarem alternativas.
“Não há hipótese de oferecermos um ensino de qualidade emendando três períodos seguidos. É muito exaustivo”, reclama a professora Thaís Aguiar, chefe do departamento de Ciência Política do IFCS.
No CCMN, a maior parte dos docentes defende abrir 2020.2 já no início do ano que vem. “Houve muitas formaturas, TCC, disciplinas foram oferecidas no PLE e mesmo antes. Tudo isso se transformaria em 2020.1”, argumenta a professora Mônica Ferreira Moreira, do Instituto de Química. “Teríamos o período de férias em dezembro e retomaríamos em janeiro ou fevereiro, iniciando 2020.2 com 15 semanas”, completa a decana Cássia Turci.
A Escola de Comunicação também elaborou um calendário alternativo. A proposta vem ganhando adesão de outras unidades. “Qualquer posição deve considerar a adesão objetiva e subjetiva ao PLE, que foi muito variada entre as unidades”, observa o professor Sandro Tôrres, diretor adjunto de graduação da ECO. “Precisaremos de tempo para equacionar todas as excepcionalidades que serão geradas no PLE”, argumenta.
A preocupação com o período legal de férias também foi um fator na elaboração da proposta. “Estamos trabalhando exaustivamente na pandemia e com uma carga emocional muito pesada”, considera a professora Suzy dos Santos, diretora da ECO.
Os estudantes alertam para o tempo necessário à elaboração do calendário. “É preciso que a universidade toda seja incluída nessa discussão, para que a proposta seja sólida”, considera Natália Borges, diretora do DCE Mário Prata.
Para o professor Nelson Braga, Titular do Instituto de Física, é preciso levar em conta os prazos da instituição. “Não podemos demorar muito sob pena de perdermos ingressantes, de termos nossa qualidade comprometida”, acredita o docente.

coletiva MECLevou cinco meses, mas o Ministério da Educação finalmente apresentou um projeto para ajudar alunos de universidade e institutos federais de ensino a terem acesso à internet. O plano foi apresentado na segunda-feira, em uma coletiva de imprensa. Ainda sem data para começar, a etapa inicial do programa pretende levar internet móvel para 400 mil estudantes.

De acordo com o MEC, 90% dos alunos das instituições federais já têm acesso à internet. A intenção é atender aos 900 mil alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, isto é, com renda inferior a um salário mínimo e meio. Mas, nos primeiros seis meses, o MEC vai conceder o benefício apenas para os estudantes cuja renda familiar mensal seja de até meio salário mínimo.

A UFRJ já está distribuindo chips para os seus alunos. “Se fôssemos esperar o MEC, teríamos tido um enorme atraso no começo do período excepcional”, contou o vice-reitor, professor Carlos Frederico Leão Rocha. “Dada a nossa experiência, imagino que nós só poderíamos começar a distribuir os chips do MEC em outubro”. Mas o vice-reitor ainda apontou duas outras discrepâncias que tornam o plano do ministério menos abrangente que o da UFRJ. “Nosso edital básico envolve alunos com renda familiar de até um salário mínimo e meio, e o do MEC é só até meio salário mínimo”, explicou. O outro ponto é a franquia de dados. A universidade oferece 50 Gb, 10 a mais do que o plano do governo.

O programa do Ministério da Educação conta com um orçamento de R$ 24 milhões. Alunos que já têm um plano de dados receberão um aumento de 10 a 40 GB na sua franquia de consumo. Quem não tem acesso à internet vai receber um chip pré-pago com até 40 Gb. A previsão é que o programa dure até o fim do ano. O programa também vai beneficiar estudantes do ensino básico de institutos federais e do Colégio Pedro II.

Segundo o MEC, 25 universidades federais já aderiram às aulas remotas, e 72 mil estudantes destas instituições vão poder receber o benefício. Mesmo estando nesse grupo, a UFRJ não será beneficiada pelo programa. “No ministério, não falaram sobre ressarcimento à universidade”, explicou Carlos Frederico. “Estamos utilizando recursos da assistência estudantil para parte do nosso edital. Os recursos que utilizamos do orçamento foram para os chips do pessoal que não se enquadraria no edital do MEC, como alunos de pós-graduação ou com renda familiar de até um salário e meio”, detalhou.

No dia 1º de julho o ministério anunciou a distribuição de chips, mas só agora o plano parece que vai ser colocado em prática. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, reconheceu a demora do MEC, e atribuiu a lentidão à “burocracia interna” da pasta. “Foi um pouquinho tarde para tomarmos essa iniciativa, mas o percurso administrativo que as coisas públicas possuem, toda a nossa burocracia interna, nos torna um pouco mais lentos. E isso naturalmente foi uma das causas pelas quais a gente demorou um pouco mais do que aparentemente seria razoável”, disse o ministro. Ele apenas fez uma fala inicial e depois deixou a coletiva.

Ribeiro assumiu o MEC efetivamente esta semana, já que foi diagnosticado com Covid-19 assim que foi nomeado ministro. Seu antecessor, Abraham Weintraub, dedicou as primeiras semanas da pandemia a atacar as universidades que não estavam oferecendo aulas remotas, sem jamais apresentar um plano para a inclusão de alunos sem internet.

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