facebook 19
twitter 19
andes3

WhatsApp Image 2021 01 15 at 10.16.33 1Diretoria da AdUFRJ

A grande palavra de ordem hoje é garantir e proteger a vida. Temos o SUS, com capilaridade nacional, temos instituições e história de grandes e eficientes campanhas de vacinação, temos profissionais qualificados. Estamos sucumbindo a uma pandemia, mas não porque não tenhamos condições de enfrentá-la, mas sim porque estamos submetidos a uma política de destruição nacional. Não é só a estupidez que habita o Palácio do Planalto. Parece que o horror que atravessamos tem método, tem propósito. A irresponsabilidade chega a proporções gigantescas, envolvendo os milhões de jovens que aguardam a realização do Enem e não têm até o momento nenhuma certeza de que as provas se realizarão com as condições mínimas de segurança sanitária.
Começamos a esboçar um movimento nacional, que nos próximos dias deve se intensificar, para garantir a vacinação universal e gratuita a toda a população. Trata-se de enfrentar dois grandes desafios: vencer um governo que tem sido empurrado a tomar decisões que já demonstrou não acreditar e convencer uma parte da população, descrente ou desinformada, que também resiste à ideia da vacinação obrigatória. Esse é o convite para a ação nesses primeiros dias de janeiro: vamos construir as condições para que o SUS possa cumprir o seu papel, para que tenhamos uma grande campanha nacional de vacinação, como já fizemos tantas vezes antes.
As entidades sindicais, as associações científicas, movimentos sociais, organizações e instituições de vários tipos, secretarias municipais e estaduais de Saúde, conselhos, estamos todos a exigir que o Estado cumpra com suas funções constitucionais. Até mesmo os órgãos da grande imprensa vêm se juntando nesse esforço. E que este seja apenas um ensaio do que está por vir: uma grande mobilização nacional capaz de dar forma e força à luta democrática pela transformação desse país.
Mesmo que não tenhamos muitas razões para olhar com otimismo para o que temos pela frente, ainda mais se considerarmos o fechamento de fábricas, demissões em massa no Banco do Brasil e tantas outras indicações que beiramos a uma verdadeira hecatombe econômica, ao menos distinguimos no horizonte novas possibilidades de enfrentamento. As universidades vão buscando formas de resistir às investidas autoritárias do governo, as frentes começam a se formar. Sem ilusões ou falsas esperanças, mas com a convicção de quem está enfrentando esse governo desde o seu início, o campo da Educação tem conseguido impor a ele algumas derrotas. E elas vieram sempre que marchamos juntos. Pois que seja essa a nossa lição para os dias de hoje: seja lá onde estivermos, estejamos juntos em defesa da vida.

Topo