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Diretoria da AdUFRJ

bandeira adufrjEste é um novembro completamente atípico para todos nós. O cansaço de um ano praticamente vivido através de uma tela, seja a das grandes televisões, seja a dos computadores, ou as mínimas dos celulares, acentua o desgaste de um ano inteiro de trabalho. Temos ainda o agravante de que seu último dia é o início oficial do primeiro semestre letivo de 2020. Lançamo-nos em debates difíceis e em práticas pedagógicas fundadas em um ensino remoto emergencial sem que tivéssemos escolhido ou desejado trabalhar com EaD. Já começa a se desenhar o que foi essa experiência, que na UFRJ ganhou o nome de Período Letivo Excepcional. Alguns relatos de bons resultados, outros quase desesperadores, mas o consenso que começa a se formar é o de que a preparação e a implementação desses cursos têm sido muito mais cansativas do que as dos cursos presenciais. Principalmente porque estamos lidando com um processo completamente novo, com pouco ou quase nenhum suporte institucional, partindo sempre dos recursos possíveis que dispomos em nossas casas. Com a conclusão do PLE e o lançamento das notas teremos também mais condições de avaliarmos o seu significado para os estudantes, o índice de trancamentos e desistências e quantos de fato conseguiram concluir seus cursos e com qual dificuldade. É um balanço necessário, que a universidade precisa nos fornecer para que também possamos sair das nossas impressões pessoais e assim elaborarmos uma visão crítica do período que atravessamos.
Tendo como pano de fundo os aspectos consensuais sobre o conjunto de nossas atividades durante a pandemia – o aumento da dificuldade para desenvolvê-los plenamente  – , iniciamos uma discussão muito produtiva com a CPPD no último Conselho de Representantes. Como mensurar essa dificuldade? Como proteger o trabalho docente durante o período de excepcionalidade? Como traduzir essas questões para uma resolução de caráter geral que sirva para toda a UFRJ como parâmetro para as progressões, promoções e estágios probatórios? Ainda não há uma proposta em discussão, mas justamente por isso, a reunião foi tão produtiva. Ela levantou elementos para a CPPD que com certeza terá mais dados sobre os quais se debruçar, e em breve essa resolução estará em debate por toda a universidade
Entretanto, não serão apenas esses temas que irão desafiar as instâncias de decisão da universidade. Os diretores dos hospitais da UFRJ solicitaram ao CCS a reabertura de negociações com a Ebserh, tema que mobilizou fortemente o corpo social da universidade em 2013, mas que não teve deliberação à época. Numa primeira conversa no FORMAS – onde reunimos as entidades da UFRJ  –, numa primeira e rápida avaliação, foi consensual  que não podemos nos lançar num debate plebiscitário sobre a Ebserh, muito menos num debate que já de saída a aponte como única solução. É preciso primeiro compreender o que se passa com o Complexo Hospitalar, quais as alternativas e quais as consequências de nossas escolhas, principalmente porque nosso corpo social se renovou nesses últimos anos e muitos não têm qualquer informação sobre o assunto.  
O processo democrático, o direito ao contraditório e, principalmente, as deliberações colegiadas são trabalhosas, mas são o fundamento da vida universitária. É muito importante que estejamos a par desses debates desde o seu início, para que possamos elaborar de forma crítica e responsável o nosso posicionamento. Daremos a cobertura mais ampla possível sobre o tema, buscando informações consistentes e repercutindo as diversas concepções e posicionamentos. As campanhas plebiscitárias, o sim ou não, podem ser um ponto de chegada necessário. Em particular, no caso da Ebserh, que foi retirada de pauta no Consuni e nunca mais retornou para deliberação. Os diretores dos hospitais pedem agora uma decisão, e ela precisará ser analisada em toda a sua complexidade. E seremos chamados a nos posicionar sobre o assunto. Por enquanto, queremos entender o que os levou a essa decisão e nos perguntamos se ela é de fato a única resposta possível. Nas próximas edições, o debate estará aberto. Não deixem de acompanhar, o assunto é importante demais, não pode estar restrito apenas aos interessados imediatos.

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