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Ana Beatriz Magno e André Hippertt

Contar a história da Universidade Federal do Rio de Janeiro não é um desafio apenas pela extensão dos anos, mas principalmente pela gigante pluralidade dos saberes e feitos da comunidade acadêmica. Em um século, a UFRJ mudou de cara, de cor, de voz. Nasceu sob o reino dos professores catedráticos, quase todos homens, quase todos brancos. Seu primeiro reitor foi um barão. O segundo, um conde. Foram precisos quase 100 anos até a implantação de um sistema eficaz de cotas raciais e a eleição da primeira reitora mulher.
Essa jornada que começa em 1920, no governo de Epitácio Pessoa, chega aos dias de hoje sob o desgoverno de um capitão recalcado que persegue e sufoca o fazer universitário. Não foi um percurso trivial. Na Era Vargas, a UFRJ cresceu, mudou de nome, virou “do Brasil”. Pouco depois, a ditadura militar lançou a sombra do arbítrio sobre salas de aula, cassou professores, estudantes e técnicos. A universidade resistiu fazendo seu melhor – produzindo conhecimento científico e cultural de excelência e emancipatório nas mais diferentes áreas. No princípio, havia apenas três cursos: Medicina, Engenharia e Direito. Hoje são 176 graduações e 224 mestrados
e doutorados stritcto sensu. Nessa virtuosa república do conhecimento, convivem 65 mil alunos, 9.200 técnicos e 4.198 professores. O Jornal da AdUFRJ homenageia essa instituição gigante no tamanho e na trajetória. Recuperamos a infância dos campi, seus esquecidos primeiros anos desenhados com traços art déco. Mas esta não é uma edição nostálgica. Queremos celebrar o papel dos docentes de agora e de ontem. Para isso, encontramos os dez professores da UFRJ com mais de 100 anos de idade. Com orgulho, eles retratam como suas vidas se amalgamaram à de sua alma mater, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e, com esperança, saúdam o próximo século.

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