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Kelvin Melo e Lucas Abreu

WEBCAPA1133Serão necessárias cinco etapas até a UFRJ chegar ao “novo normal” de todas as suas atividades. O Grupo de Trabalho Pós-pandemia, criado pela reitoria há três semanas para subsidiar as decisões da universidade, apresentou o planejamento em reunião virtual realizada nesta sexta-feira, 19. O estudo é bastante amplo e inclui a retomada das aulas: a previsão é que o ensino virtual comece entre julho e setembro. O início gradual de aulas presenciais na graduação e na pós-graduação com rodízio e ensino híbrido está estimado para ocorrer entre outubro e dezembro.
"Para elaborar o plano, o GT coletou dados de todas as pró-reitorias e acompanhou as discussões dos conselhos superiores da universidade”, contou o professor Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento e coordenador do GT. “A universidade é muito ampla e diversa. Nosso poder é induzir uma melhor forma de funcionamento. Não será um plano perfeito, mas é importante dar diretrizes”, disse Raupp.
Tudo será discutido com as unidades e Centros. Nos próximos dias, será enviado um ofício às direções e decanias com a recomendação para constituírem grupos de trabalho ou comitês próprios sobre o tema. Alguns locais estão mais avançados. Durante a reunião, o diretor do Complexo Hospitalar, Leôncio Feitosa, informou que foi criado um GT pós-pandemia da Saúde.
04WEB menor1133O objetivo é a elaboração de medidas específicas de acordo com a fase de retorno definida (veja quadros). O prazo para retorno de contribuições ao GT Pós-pandemia é 3 de julho.
A primeira etapa já passou. Dizia respeito às medidas emergenciais quando o novo coronavírus chegou à cidade do Rio. Nesta fase, houve a criação do GT Coronavírus, a adequação dos hospitais para o tratamento de pacientes e medidas de proteção para os servidores em funções essenciais.
A UFRJ está na fase 2. São os planejamentos de aulas remotas: como viabilizar a infraestrutura e como atender estudantes que precisem de suporte para esse tipo de ensino. Outras ações já estão em andamento, como a oferta de auxílios emergenciais para alunos e testagem de parte da comunidade universitária.05WEB menor1133
As aulas remotas ficam na fase 3. Mas dependem de requisitos institucionais, como as definições dos conselhos superiores — que começam a ocorrer nos colegiados acadêmicos CEG e CEPG — e acesso às plataformas de ensino. A fase 4, com uma mistura de ensino remoto e presencial, somente será autorizada com uma combinação da adequação da UFRJ, dentro daquilo que o plano propõe, e uma diminuição do número de infectados e de mortes pela Covid-19. Os parâmetros serão estabelecidos pelo GT Coronavírus, que também ficará responsável pelo monitoramento dos índices.
“O avanço para uma nova fase depende da combinação de uma melhora nos indicadores da pandemia e das ações institucionais que a UFRJ precisa tomar, de acordo com o plano”, explicou Raupp à reportagem.
Retorno completo, com aulas presenciais, só após o desenvolvimento de uma vacina ou de um tratamento eficaz contra a Covid-19.

100 ANOS DE UFRJ
Durante o encontro do GT pós-pandemia, a reitoria foi questionada sobre as festividades de 100 anos da UFRJ. A reitora Denise Pires de Carvalho  informou que haverá uma comemoração virtual, no dia 7 de setembro. “E vamos comemorar, de verdade, em 2021, se for possível”, afirmou, cautelosa.

 

 

Modelo usou planos de universidades de 11 países

O plano de retorno foi elaborado a partir de um estudo que pesquisou por iniciativas que já estão sendo implantadas em diversas universidades no Brasil e no mundo para a realização de atividades durante a pandemia. A pesquisa gerou um grande banco de informações que servem como ponto de partida para planejar a volta às atividades em segurança.
Para o estudo foram escolhidas as melhores universidades federais do Ranking Folha em 2019, as duas principais universidades estaduais de São Paulo, as universidades públicas e institutos federais que atuam na mesma região da UFRJ e o Colégio Pedro II. Entre as universidades internacionais foram selecionadas as instituições que lideram o ranking Times Higher Education (THE) em dez países da Ásia, Europa e América do Norte, que estão em estágio mais avançado da pandemia que o Brasil.
A pesquisa separou as ações tomadas pelas universidades em 21 temas como biossegurança, monitoramento permanente da evolução da doença, atividades relacionadas ao ensino, assistência aos alunos e atividades em laboratórios ou campo. O detalhado trabalho resultou em um documento de 69 páginas apenas com a referência a essas ações.
O estudo também considerou as abordagens distintas que cada instituição tomou, como por exemplo as universidades que adotaram, já no começo do isolamento social, aulas remotas, com os desdobramentos necessários para a sua implantação.
O objetivo é ter uma base de dados reunida em um só lugar, de maneira que toda a universidade possa consultar facilmente. Esse é grande diferencial do trabalho da UFRJ, já que mesmo em universidades que tinham um material extenso sobre novas práticas, esses documentos não estavam agrupados.
Esses 21 tópicos vão ser organizados em seis temas: saúde e biossegurança, condições de trabalho, ensino remoto, infraestrutura e serviços, mobilidade urbana e bibliotecas, museus e espaços culturais. O GT vai definir que cada unidade tenha um comitê local, e especifique as medidas necessárias de acordo com o plano de retorno gradual, sempre com base no referencial adotado pela universidade.  (Lucas Abreu)

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