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smartphone 5231499 640Imagem de Syaibatul Hamdi por Pixabay A Pró-reitoria de Governança abriu licitação, esta semana, para oferecer 13 mil chips de dados aos estudantes mais vulneráveis da UFRJ. O objetivo é viabilizar a participação dos alunos em aulas remotas da graduação e da pós-graduação.
“Vamos disponibilizar o chip para todos os alunos que ingressaram por cotas ou tenham renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio”, explicou o vice-reitor, professor Carlos Frederico Leão Rocha. “Pelo nosso levantamento, seria um número menor, mas decidimos manter o perfil Pnaes, então vamos atender até 12 mil estudantes. Para a pós-graduação, com mil chips, o critério é destinar para os que não têm bolsa de pesquisa”, contou.
Os equipamentos terão uma franquia mensal de 50 Gigabytes. O contrato da franquia de dados será de seis meses, prorrogáveis por mais seis. “Nós estamos com uma expectativa de que o custo mensal fique em R$ 10 por chip. Mas esse preço pode baixar”, disse Carlos Frederico. O dirigente informou que o Instituto Federal do Ceará realizou processo semelhante e chegou a um custo mensal de R$ 4,98 para um chip com uma franquia de 20 Gigabytes. Os recursos para a aquisição virão do Plano Nacional de Assistência Estudantil e do orçamento próprio da UFRJ.
Desde o começo do debate sobre aulas remotas na UFRJ, o Diretório Central dos Estudantes demanda que a adoção da modalidade seja acompanhada de políticas que garantam a inclusão de todos os alunos. “Quando percebemos que a pandemia ia se prolongar e que existia a possibilidade de atividade remota, reivindicamos a discussão na sociedade acadêmica e nos conselhos da universidade, porque não daria para debater atividade remota e não debater assistência estudantil”, explicou Natália Borges, do DCE.
O edital também prevê a aquisição de cinco mil modens portáteis, que são ligados diretamente no computador via porta USB. A expectativa é que a compra esteja concluída e os chips já possam começar a ser distribuídos no mês de julho. “Acho que em 20 dias nós vamos conseguir disponibilizar esses chips”, disse o vice-reitor.
A reitoria estuda a logística para a distribuição. Para evitar aglomerações, os alunos deverão ser divididos em grupos para buscar o material na universidade. “A distribuição provavelmente será pela data de ingresso do aluno na UFRJ”, contou o vice-reitor. “Temos ainda um problema para equacionar, que são os alunos que não moram no Rio de Janeiro e voltaram para casa durante o isolamento social”, acrescentou.

NÃO É SÓ A UFRJ
A decisão de distribuir kits de apoio tecnológico aos alunos mais vulneráveis tem sido uma prática das universidades públicas. Em abril, voluntários organizados pelo Observatório de Direitos Humanos da Unicamp entregaram um lote de equipamentos que possibilitam conexão aos alunos de graduação e pós-graduação da instituição. Foram 500 chips com 10 GB de internet por mês durante o período em que as atividades presenciais estão suspensas, além de 64 computadores e notebooks disponibilizados por unidades da própria Universidade ou doados por docentes, funcionários e pessoas da comunidade. A entrega, individual e agendada, seguiu critérios socioeconômicos. Os equipamentos retornarão para a universidade, quando as atividades presenciais forem retomadas. (Colaborou Liz Mota Almeida)

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