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WEBASSEMBLEIA2Foto: Fernando SouzaPor 34 votos a 28, os professores da UFRJ rejeitaram o estado de greve indicado pelo Andes para o início do primeiro semestre letivo de 2020. Houve dois votos em branco. O resultado será enviado para a próxima reunião conjunta dos representantes das universidades federais, estaduais e municipais do Sindicato, dia 4 de dezembro, em Brasília.
A votação na UFRJ ocorreu em assembleia realizada simultaneamente no Centro de Tecnologia, no IFCS e em Macaé, no dia 27. “A diretoria da AdUFRJ não se posicionou contra nem a favor do estado de greve, muito embora alguns diretores tenham se manifestado contra”, explica o vice-presidente, professor Felipe Rosa. “A greve precisa ser construída de baixo para cima, agregando forças. Saímos muito traumatizados da última”, disse o professor e diretor Josué Medeiros.
A professora Luciana Boiteux, da Faculdade Nacional de Direito, discordou: “Depois de tantos ataques e ameaças aos direitos dos professores, o estado de greve é o mínimo de mobilização que podemos fazer. É uma construção muito importante”, afirmou. Jorge Ricardo, da Faculdade de Educação, reforçou o pleito: “Mês passado fiz 30 anos de universidade. De lá para cá, a forma mais efetiva de luta foi a greve”, disse.
Já o professor João Torres, do Instituto de Física, também se manifestou contra o estado de greve. “Vou em todos os atos contra o Bolsonaro. Mas sou contra esvaziar as universidades. É um tiro no nosso próprio pé”, observou.
A professora Leda Castilho, da Coppe, solicitou que a AdUFRJ organizasse um estado de mobilização planejada, independentemente do resultado da votação. “Devemos fazer um UFRJ na Praça e outras ações itinerantes, em locais de grande circulação. Precisamos conquistar a população”, disse.

CORTE DOS 26,05%
O corte dos 26,05%, referente ao Plano Verão (de 1989), anunciado pela reitoria para janeiro, também repercutiu na assembleia do dia 27. O percentual, que já estava congelado há anos, é recebido por muitos professores que ingressaram na UFRJ até 2006. “É muito estranho a assembleia não estar lotada de professores reivindicando seus direitos diante de uma situação tão extrema”, protestou a professora Laura Cristina Campello, aposentada do Colégio de Aplicação.
A direção da AdUFRJ informou que a assessoria jurídica entrou com uma ação para questionar o parecer da Advocacia Geral da União favorável ao corte dos 26,05%. Ao Conselho Universitário do dia seguinte, o professor Felipe Rosa manifestou o descontentamento da assembleia com a suspensão do ganho.

PRESTAÇÃO DE CONTAS
Houve a apresentação das contas da gestão anterior – mandato entre 2017 e 2019 –, que já havia sido aprovada por unanimidadepelo Conselho de Representantes. O professor Felipe Rosa, que fazia parte da diretoria anterior, mostrou as principais receitas e despesas do sindicato. Após alguns breves questionamentos sobre os gastos com o Observatório do Conhecimento – rede de associações docentes que defende a educação superior pública –, a prestação de contas foi aprovada. Os relatórios trimestrais das finanças do sindicato podem ser conferidos no site da AdUFRJ.

CONGRESSO
A reunião do dia 27 também aprovou a delegação da AdUFRJ para o próximo Congresso do Andes, marcado para São Paulo (SP), entre 4 e 8 de fevereiro. Serão 13 delegados com direito a voz e voto: Eleonora Ziller; Felipe Rosa; Josué Medeiros; Sônia Branco; Paulo Fontes; Tatiana Ribeiro; Mayra Goulart; Alessandra Nicodemos; Angélica Nakamura; Marinalva Oliveira; Cláudio Ribeiro; Luis Acosta; e Mauro Iasi.
E mais 19 observadores com direito a voz em todas as reuniões: Jackson Menezes; Fernanda Vieira; Claudia Piccinini; Herli Menezes; Filipe Boechat; Marcelo Mello; Cleusa Santos; Renata Flores; Luciano Coutinho; Cris Miranda; Elídio Marques; Walcyr Barros; Ana Tavares; Eunice Bomfim; Laís Buriti; Jacqueline Girão; Jorge Gonçalves; Daniel Augustins; e Regina Pugliese.

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